
No relatório que apresentou à CPI do Detran, o deputado Adilson Troca (PSDB) incluiu documentos que não foram formalmente protocolados na comissão. Na manhã desta sexta-feira, quando a sessão final da CPI iniciou, a oposição denunciou a manobra. "O senhor está submetendo esta CPI e a o Poder Legislativo a um vexame. Tentar esquentar documentos de forma contrabandeada é inaceitável. Seu relatório é uma fraude", manifestou o deputado Elvino Bohn Gass (PT). "Não podemos aprovar uma ilegalidade", reforçou a deputada Stela Farias (PT). "O relatório não oferece a resposta exigida pela sociedade porque o relator preferiu um ajeitamento político", afirmou o presidente da comissão, deputado Fabiano Pereira (PT).
Depois de duas horas e meia de discussão, o relator foi forçado a retirar de sua proposta original, três páginas, a 112, a 123 e a 187. Nelas, constavam referências à sindicância realizada pela Procuradoria Geral do Estado sobre os desvios na autarquia, documentos oriundos da Federação Nacional das Empresas de Seguros Privados (Fenaseg) e da Fundação Carlos Chagas. Só depois que Troca topou retirar as páginas que tornavam o documento francamente ilegal, houve acordo para que se começasse a leitura do relatório, o que ocorreu por volta do meio-dia.
Depois de duas horas e meia de discussão, o relator foi forçado a retirar de sua proposta original, três páginas, a 112, a 123 e a 187. Nelas, constavam referências à sindicância realizada pela Procuradoria Geral do Estado sobre os desvios na autarquia, documentos oriundos da Federação Nacional das Empresas de Seguros Privados (Fenaseg) e da Fundação Carlos Chagas. Só depois que Troca topou retirar as páginas que tornavam o documento francamente ilegal, houve acordo para que se começasse a leitura do relatório, o que ocorreu por volta do meio-dia.
A divergência entre Troca e a oposição, contudo, não acaba na ilegalidade. O fato de o relator só ter indicado o indiciamento de uma pessoa –Ronaldo Morales, ex-presidente da Fatec – além das 40 já denunciadas pela Justiça Federal, é outro ponto de discordância que pode levar ao voto separado da oposição. Troca não indicia Yeda nem qualquer um dos seus quatros secretários que foram demitidos do governo por envolvimento com a fraude. E seu relatório praticamente defende João Luiz Vargas, presidente do TCE que foi dono de uma sistemista do Detran e José Otávio Germano, deputado federal do PP que foi secretário de Segurança no período em que a fraude começou e que manteve conversas pra lá de suspeitas com alguns dos principais acusados da maracutaia.
Este relatório é tudo o que o povo gaúcho não quer, ou seja, que a CPI acabe em pizza. Desse jeito, fica parecendo música do Roberto Carlos: é ilegal, é imoral ou engorda. (Maneco)






