
O Correio Braziliense publica nesta terça-feira uma nova reportagem do jornalista Lúcio Vaz, na série que investiga o impacto ambiental das monoculturas de eucalipto no Brasil. Na matéria de hoje, Lúcio Vaz conta como a Aracruz Celulose usou seus empregados para adquirir terras no Espírito Santo:
" Aracruz Celulose utilizou funcionários para legitimar a aquisição de terras em Conceição da Barra e São Mateus, no interior do Espírito Santo, para plantar milhares de hectares de eucaliptos no início dos anos 70. Eles receberam terras devolutas do governo do estado e as repassaram para a empresa, como mostram registros em cartórios. Cerca de 24 mil hectares de terras nesses municípios são reivindicados hoje por quatro comunidades quilombolas. “As comunidades foram expulsas ou pressionadas a vender as suas terras a preços baixos”, afirma o líder quilombola Domingo Firmiano dos Santos, o Chapoca".
" Aracruz Celulose utilizou funcionários para legitimar a aquisição de terras em Conceição da Barra e São Mateus, no interior do Espírito Santo, para plantar milhares de hectares de eucaliptos no início dos anos 70. Eles receberam terras devolutas do governo do estado e as repassaram para a empresa, como mostram registros em cartórios. Cerca de 24 mil hectares de terras nesses municípios são reivindicados hoje por quatro comunidades quilombolas. “As comunidades foram expulsas ou pressionadas a vender as suas terras a preços baixos”, afirma o líder quilombola Domingo Firmiano dos Santos, o Chapoca".
"Com base em depoimentos prestados à CPI da Assembléia Legislativa que investigou em 2001 supostas irregularidades em licenças ambientais concedidas à Aracruz, 13 entidades entraram com representação no Ministério Público Estadual em 2004. Pedem a investigação da legalidade das aquisições de terras feitas pela Aracruz por meio de funcionários. A representação cita 65 áreas. “Após ‘legitimarem’ as terras em seus nomes, repassavam essas terras para a Aracruz Celulose. Foram mais de 13 mil hectares de ‘legitimação’ de terras ‘transferidas’ por esses empregados e ex-empregados à empresa”, diz a representação".
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