
A jornalista Beatriz Fagundes revela nesta segunda-feira (11), em sua coluna no jornal O Sul, o teor de uma denúncia que recebeu dando conta de uma série de graves irregularidades em órgãos públicos do Estado envolvendo políticos importantes do RS e figuras ligadas ao escândalo do Detran. Segundo ela, “a denúncia revela os nomes de todos os supostamente envolvidos. Entre eles, presidentes de autarquias e, principalmente, políticos de antiga e forte atuação em Brasília e mesmo regionais”. A colunista reproduz um trecho que remete à conversa mantida entre o ex-chefe da Casa Civil, Cézar Busatto (PPS), e o vice-governador Paulo Feijó (DEM):
“Quando o ex-deputado estadual Cézar Busatto (ex-MR8, ex-PMDB e agora no PPS) foi gravado pelo vice-governador Paulo Feijó (do DEM) falando que estatais servem para financiar (arrecadar dinheiro) partidos políticos, como o PMDB e o PP, sabia muito bem o que estava afirmando. Recentemente foi noticiado nos meios de comunicação que o PP retirou queixas-crime contra ele por suas afirmações ‘caluniosas’. O PP (partido de Maluf, do Antônio Dorneu Maciel) e mesmo o deputado José Otávio Germano (a bola da vez) não são otários. Eles sabem que é melhor ficar por isso mesmo...Se o Busatto contasse tudo o que sabe, a coisa ficaria muito feia...O PMDB, que também entrou com uma queixa-crime contra ele, vai ‘desistir’ rapidinho dessa interpelação...sabem que pode sobrar para eles”.
Beatriz Fagundes informa que decidiu omitir nomes surpreendentes de acusados pelo informante, mas publica algumas das irregularidades denunciadas:
“Segundo o informante, a ONG Brisa vem atuando desde o governo Britto, e merece investigação. Ela atua na CEEE, no Daer e no Ipgers. A propósito da Procergs, estaria em andamento uma licitação que decidirá quem será o responsável pelo desenvolvimento (terceirizado) de 20 mil postos pelos próximos cinco anos. Apenas uma empresa gaúcha foi habilitada na apresentação das propostas. Há suspeita de ‘cartas marcadas’. Dúvidas quanto à lisura do processo”.
A Assembléia Legislativa, escreve ainda a colunista, “deveria pedir informações sobre essas e outras questões, que são de conhecimento dos deputados (alguns citados pelo denunciante), antes que fatos como os do Detran surjam como surpresa. Aparentemente, os operadores são os mesmos, entre eles, o já suspeitíssimo Lair Ferst”. “As acusações”, conclui, “reavivam as denúncias graves supostamente feitas pelo deputado Cézar Busatto, que caíram no grande vazio das biografias comprometidas”.
“Quando o ex-deputado estadual Cézar Busatto (ex-MR8, ex-PMDB e agora no PPS) foi gravado pelo vice-governador Paulo Feijó (do DEM) falando que estatais servem para financiar (arrecadar dinheiro) partidos políticos, como o PMDB e o PP, sabia muito bem o que estava afirmando. Recentemente foi noticiado nos meios de comunicação que o PP retirou queixas-crime contra ele por suas afirmações ‘caluniosas’. O PP (partido de Maluf, do Antônio Dorneu Maciel) e mesmo o deputado José Otávio Germano (a bola da vez) não são otários. Eles sabem que é melhor ficar por isso mesmo...Se o Busatto contasse tudo o que sabe, a coisa ficaria muito feia...O PMDB, que também entrou com uma queixa-crime contra ele, vai ‘desistir’ rapidinho dessa interpelação...sabem que pode sobrar para eles”.
Beatriz Fagundes informa que decidiu omitir nomes surpreendentes de acusados pelo informante, mas publica algumas das irregularidades denunciadas:
“Segundo o informante, a ONG Brisa vem atuando desde o governo Britto, e merece investigação. Ela atua na CEEE, no Daer e no Ipgers. A propósito da Procergs, estaria em andamento uma licitação que decidirá quem será o responsável pelo desenvolvimento (terceirizado) de 20 mil postos pelos próximos cinco anos. Apenas uma empresa gaúcha foi habilitada na apresentação das propostas. Há suspeita de ‘cartas marcadas’. Dúvidas quanto à lisura do processo”.
A Assembléia Legislativa, escreve ainda a colunista, “deveria pedir informações sobre essas e outras questões, que são de conhecimento dos deputados (alguns citados pelo denunciante), antes que fatos como os do Detran surjam como surpresa. Aparentemente, os operadores são os mesmos, entre eles, o já suspeitíssimo Lair Ferst”. “As acusações”, conclui, “reavivam as denúncias graves supostamente feitas pelo deputado Cézar Busatto, que caíram no grande vazio das biografias comprometidas”.
