Mostrando postagens com marcador Delson Martini. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Delson Martini. Mostrar todas as postagens

Quinta-feira, 21 de Agosto de 2008

Quanto Martini arrecadou em São Paulo?


O ex-secretário geral do governo Yeda, Delson Martini, parece ser um homem destemido. Não satisfeito com as denúncias e suspeitas que envolvem sua passagem pelo governo, expostas durante a CPI do Detran, o atual tesoureiro do PSDB gaúcho meteu-se em mais uma confusão que custou a cabeça do presidente da Fundação CEEE. Juntamente com seu companheiro de partido, Ademir Schneider, Martini foi a São Paulo buscar dinheiro para campanhas eleitorais. No Bradesco, Martini e Schneider teriam encontrado “por acaso” o presidente da fundação, José Marcos Muller Del Fabbro. Diretores da fundação não gostaram do “acaso” e pediram explicações sobre a participação do presidente em reuniões para pedir doações a bancos que administram recursos da entidade. As explicações não convenceram. E Martini ainda não revelou quanto conseguiu arrecadar em São Paulo.

Sábado, 16 de Agosto de 2008

As peripécias do Passat da governadora Yeda


O Passat alemão 1998 que pertenceu à governadora Yeda Crusius (PSDB) já passou por várias mãos desde o final de 2006, inclusive por mãos criminosas. No dia 2 de dezembro de 2006, um sábado, o automóvel foi roubado por volta das 20 horas, na rua Casemiro de Abreu, em Porto Alegre. Quem estava na direção era Delson Martini, amigo de longa data de Yeda Crusius e futuro secretário-geral do governo tucano. Na época, Martini relatou à polícia que foi abordado por dois homens que levaram o veículo. Ele acionou a Brigada Militar e informou que o Passat pertencia à futura governadora. Policiais do 9° Batalhão da Polícia Militar, da 10ª Delegacia de Polícia e do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) saíram à procura do veículo ainda na noite de sábado, encontrando-o no domingo, por volta das 22 horas, no bairro Partenon.

Na segunda-feira (4) pela manhã, Delson Martini foi à 10ª DP depor e buscar o carro. Na tarde de segunda-feira, 4 de dezembro, a assessoria de Yeda Crusius confirmou que o veículo já estava na garagem do prédio da governadora eleita. Todos esses dados foram divulgados pela imprensa em dezembro de 2006. Conforme a explicação oficial da governadora, o carro foi vendido para o próprio Delson Martini por R$ 32 mil e, posteriormente, repassado para uma outra pessoa não identificada. Em entrevista à rádio Gaúcha, no dia 14 de agosto de 2008, o advogado da governadora, Paulo Olimpio Gomes de Souza reafirmou que o dinheiro da venda do Passat para Martini foi usado integralmente para a compra da casa. Além disso, informou que a escritura de compra e venda foi assinada no dia 6 de dezembro de 2006, ocasião em que Yeda teria efetuado o pagamento de R$ 550 mil para Eduardo Laranja da Fonseca. Pagamento envolvendo cheque, segundo ele. Ou seja, no dia 5 de dezembro, a governadora já teria disponibilizado os recursos para a compra da casa.

Considerando esses dados, na véspera do pagamento a Laranja, o Passat ainda pertencia à governadora. São os relatos do próprio Martini e da assessoria de Yeda, por ocasião do assalto e da recuperação do carro no dia 4 de dezembro que afirmam isso.

Na entrevista à rádio Gaúcha, Paulo Olimpio Gomes de Souza disse que a cadeia sucessória do Passat está à disposição no Detran, com as datas das transações e o nome das partes envolvidas. Levando em conta o depoimento de Martini à polícia em 4 de dezembro de 2006, neste dia o carro ainda pertencia à governadora Yeda Crusius. Menos de 24 horas depois, segundo a versão oficial, o automóvel já teria sido comprado pelo próprio Martini para ajudar no pagamento da casa. E, pouco tempo depois, foi repassado para outra pessoa, cuja identidade não é conhecida.

Quarta-feira, 13 de Agosto de 2008

Advogado de Yeda volta a falar: Passat alemão já não está mais com Delson Martini


O procurador-geral do Ministério Público de Contas, Geraldo Costa da Camino, deve anunciar nesta quinta-feira (14), um pouco antes do meio-dia, o resultado da investigação sobre a compra da casa da governadora Yeda Crusius, em dezembro de 2006. O advogado da governadora, Paulo Olimpio Gomes de Souza, informou hoje à tarde, em entrevista à rádio Gaúcha, que pediu o arquivamento das representações encaminhadas pelo PSOL, pelo PV e pelo PT, questionando a origem dos recursos utilizados na transação. Segundo ele, a compra da casa não envolveu “nenhum centavo de dinheiro público”. O advogado reafirmou que Yeda comprou a casa, de Eduardo Laranja da Fonseca, por R$ 750.000,00. Deste valor, R$ 550.000,00 foram pagos à vista e os 200 mil restantes serão pagos quando forem resolvidas duas execuções de uma instituição financeira que pesam sobre Laranja.

Paulo Olimpio também revelou que o Passat alemão que Yeda Crusius vendeu para o ex-secretário-geral de governo e tesoureiro do PSDB gaúcho, Delson Martini, já foi passado adiante, não estando mais em posse deste comprador. Em relação à venda do apartamento de Capão da Canoa para o pai de Delson Martini, reafirmou que o negócio foi de 180 mil e que a governadora ainda deve 30 mil (valor que estaria sendo pago em 20 vezes). O advogado disse que esses detalhes não foram divulgados antes em virtude de envolverem outras pessoas. Ao final da entrevista, ele negou conhecer o senhor Delacy Martini (que chegou dizer esta semana que Paulo Olimpio seria seu advogado), mas logo em seguida disse que “ele (Delacy) me autorizou a quebrar seu sigilo bancário” para comprovar as explicações enviadas ao MP de Contas.

Terça-feira, 5 de Agosto de 2008

O que Martini disse na CPI do Detran: "Não cuido das finanças da governadora"


Quando depôs na CPI do Detran, dia 16 de junho, o ex-secretário-geral do governo Yeda Crusius e atual tesoureiro do PSDB gaúcho, Delson Martini, recusou-se a responder perguntas relacionadas à casa da governadora. Na ocasião, a deputada Stela Farias (PT) perguntou a Martini sobre sua participação na compra da nova casa de Yeda. Martini respondeu: “Assuntos que dizem respeito à vida privada da senhora governadora não cabem a mim discutir. Não cuido das finanças dela”. Imagine se cuidasse. O que teria acontecido se tivesse dito na época que havia comprado um Passat da governadora e que seu pai tinha comprado um apartamento em Capão da Canoa para ajudar Yeda a comprar a casa dos seus sonhos? Martini, aliás, parece ser um colecionador de automóveis caros. Na CPI, admitiu que comprou também um Jaguar 1999. Qual é mesmo o tamanho da garagem de Martini?

Família Martini pagou 37,7% da casa de Yeda


O ex-secretário geral do governo Yeda Crusius (PSDB), Delson Martini, teve um papel decisivo na compra da casa nova da governadora, em dezembro de 2006, logo após a campanha eleitoral, conforme matéria de Graciliano Rocha, da sucursal da Folha de São Paulo, em Porto Alegre. Na defesa apresentada ao Tribunal de Contas do Estado (TCE), a governadora afirma que o pai de Delson, Delacy Martini (proprietário de um posto de combustíveis no município de Progresso), foi o comprador do apartamento de Capão da Canoa, negócio que teria ajudado na compra da casa em Porto Alegre. Além disso, Yeda informa que o próprio Martini comprou dela um Passat 1998, por R$ 32 mil, valor que também teria sido utilizado para a compra da casa. A família Martini teria, assim, pago quase 40% da nova residência da governadora.

Yeda Crusius declarou ter pago R$ 550 mil no ato da compra do imóvel, ficando pendentes outros R$ 200 mil, condicionados à liquidação de duas ações judiciais de cobrança pelo antigo dono (Eduardo Laranja). Esses R$ 550 mil seriam resultado da venda de dois apartamentos (um em Brasília e outro em Capão da Canoa) e do Passat. Somando-se os valores declarados das transações do apartamento de Capão da Canoa (180 mil) e do Passat (32 mil), Delson Martini e seu pai teriam contribuído com R$ 212 mil reais (37,7%). O advogado da governadora, Paulo Olimpio Gomes de Souza disse que todos os negócios foram feitos com cheques e são totalmente legais. Disse ainda que Yeda e seu marido, Carlos Crusius, têm renda suficiente para pagar os R$ 200 mil restantes da casa para o ex-proprietário Eduardo Laranja.

Domingo, 3 de Agosto de 2008

Política, Imóveis & Negócios (II)


Ainda sobre os negócios imobiliários da governadora Yeda Crusius, uma fonte deste blog faz o seguinte comentário:

“O nome do pai do Delson (Martini) pode ter sido esquentado para a compra do apartamento (de Capão da Canoa) e, neste caso, pode ter ocorrido movimentação bancária do pai do Delson para a Yeda. Paulo Olímpio poderia vincular a transferência de recursos dos Martini para a Yeda com o objetivo de ‘colar’ na casa. A dúvida é se houve lançamento no IR de 2006 da compra/venda do imóvel. Aí que a governadora pode quebrar a cara. A perícia pode constatar que a documentação foi ‘criada’ posteriormente à realização do negócio".

******************************************************

Ainda no terreno político-imobiliário, Viviane escreve: “Eu estava passando na Praça da Matriz durante o ato dos agentes penitenciários e ouvi os manifestantes gritando: “ão, ão, ão...casa de um milhão...”. Abri os jornais no sábado e não encontrei uma mísera notícia sobre o refrão. É! Devo ter ouvido mal!"

Segunda-feira, 16 de Junho de 2008

O foro privilegiado do tesoureiro tucano


O ex-secretário geral do governo Yeda Crusius (PSDB) e atual tesoureiro do PSDB gaúcho, Delson Martini, foi investigado pela Operação Rodin, em 2007, e chegou a ter quebrados seus sigilos bancário, fiscal e financeiro, por solicitação do Ministério Público Federal. A investigação foi suspensa, em janeiro de 2008, quando Martini foi nomeado secretário pela governadora Yeda Crusius (PSDB) e passou a desfrutar da condição de “foro privilegiado”. Martini foi citado em várias conversas entre acusados de integrar a quadrilha que roubou o Detran como alguém que seria responsável pela resolução de “problemas” envolvendo empresas terceirizadas também acusadas de envolvimento na fraude. O atual tesoureiro tucano negou qualquer envolvimento na fraude e disse que não poderia “interpretar” as menções ao seu nome pelos acusados de integrar a quadrilha.

Além disso, negou ter participado da campanha de Yeda Crusius, em 2006, exceto por algumas participações “como militante” em jantares e atos públicos. Apesar de sua participação supostamente modesta na campanha, Martini foi nomeado tesoureiro estadual do PSDB, presidente da Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE) e secretário-geral de governo. Seu nome foi apontado, em mais de uma conversa, como alguém capaz de “resolver o problema com Lair Ferst” no episódio da troca de contrato do Detran com as fundações de Santa Maria, que provocou o afastamento das empresas do lobista tucano. Após a Operação Rodin, Martini também recebeu dois e-mails do ex-presidente do Detran, Flavio Vaz Netto, cobrando uma audiência para tratar de “assuntos de governo”. O ex-secretário disse que não deu qualquer encaminhamento a essas mensagens.

Em depoimento à Polícia Federal, Vaz Netto disse que Martini sabia das pressões que Lair Ferst estava fazendo sobre o governo, depois que suas empresas foram afastadas dos negócios com o Detran. O ex-secretário repetiu a fórmula de que não lhe cabia “interpretar” as palavras de Vaz Netto e que não havia sido chamado pela Polícia Federal, Ministério Público Federal ou Justiça Federal para falar sobre a fraude no Detran. Foi pego pela palavra. Indagado pelo deputado Fabiano Pereira (PT) se não havia prestado qualquer depoimento sobre o caso, o tesoureiro tucano repetiu a resposta, o que acabou sendo um passo em falso. O presidente da CPI revelou que Martini foi chamado a depor pela Procuradoria Geral do Estado (PGE), no dia 17 de janeiro deste ano, na sindicância interna realizada no governo para apurar as fraudes no órgão.

Quarta-feira, 4 de Junho de 2008

Martini com os dias contados?


No final da tarde desta quarta-feira, era possível constatar, junto à base do governo Yeda, uma tendência a reeditar a estratégia adotada no episódio do encontro do ex-secretário do Planejamento, Ariosto Culau, com o empresário lobista Lair Ferst. Naquela ocasião, a oposição já vinha tentando convocar o secretário-geral do governo, Delson Martini para depor na CPI do Detran. Martini vinha sendo pressionado pelo ex-presidente do Detran, Flávio Vaz Netto, que desejava uma audiência urgente com o secretário. Vaz Netto chegou a ameaçar um novo depoimento na CPI, caso não fosse atendido. Com o episódio do “choppinho”, a base governista entregou a cabeça de Culau para salvar a de Martini.

Agora, diante do conteúdo das gravações telefônicas da Operação Rodin, a cabeça de Martini pode ser entregue para preservar a “jóia da coroa”: a governadora Yeda Crusius. Na Assembléia, há quem aposte: os dias de Martini no governo estão contados.

Charge: Kayser

Delson Martini: "não há fatos novos"


As alegações de inocência estão ficando cada vez mais desacreditadas, inclusive entre deputados da base do governo. O deputado Alexandre Postal (PMDB) decidiu apoiar a convocação do secretário Delson Martini para depor na CPI e desabafou: “É um dia lamentável para a política gaúcha. Quanta mentira já foi contada para nós aqui na CPI”. Outros deputados da base governista, após ouvirem as gravações, também mudaram de posição e decidiram apoiar a convocação de Martini. Já o secretário-geral, que também responde pela comunicação do governo Yeda, rompeu um silêncio que já durava semanas e concedeu uma entrevista coletiva à imprensa. Negou qualquer envolvimento com a quadrilha e afirmou: “não há fato novo, só o áudio do que aparecia nas transcrições das gravações”. A explicação não convenceu nem os deputados aliados de Yeda na Assembléia.

Visivelmente nervoso com o pequeno exército de jornalistas que o cercava, o secretário negou a veracidade do que todos tinham escutado momentos antes. O nome de Delson Martini é citado várias vezes nas conversas entre Dorneu Maciel e Vaz Netto como alguém encarregado de tomar decisões e definir orientações relativas a questões do Detran. Na época em que as gravações foram feitas (2007), Martini era presidente da CEEE. Ele tentou usar isso como álibi. “Jamais o presidente de um órgão iria interferir em negócios de outro órgão”, assegurou. Não é o que indicam as gravações. Em uma delas, Dorneu Maciel diz a Vaz Netto: “Se eu não matar esse assunto, o Delson mata”, referindo-se a um problema do Detran. Pressionado pelos jornalistas, Martini passou a falar das “realizações” do governo Yeda e da “retomada da confiança nacional e internacional” do Rio Grande do Sul.

"Já botei uma minhoca no Delson"

A base governista vinha tentando evitar, de todas as maneiras, a convocação do secretário Delson Martini para depor na CPI. Depois da revelação das gravações, essa tornou-se uma tarefa impossível. O argumento usado pelos governistas até então era que o nome de Delson não aparecia claramente na transcrição das conversas telefônicas interceptadas. Hoje esse argumento caiu por terra. O nome do secretário é citado várias vezes. Em uma delas, Antônio Dorneu Maciel diz a Vaz Netto que "botou uma minhoca no Delson” (referindo-se ao que devia ser feito para resolver problemas no esquema). Em seu depoimento na CPI, Dorneu Maciel negou que tais conversas tivessem ocorrido. O mesmo ocorreu em relação aos depoimentos de Flávio Vaz Netto e Lair Ferst. As conversas telefônicas mostram que todos eles mentiram na CPI. E complicaram ainda mais a vida do deputado federal José Otávio Germano.

Terça-feira, 3 de Junho de 2008

Delson Martini, o secretário de comunicação que está proibido de se comunicar


No dia 23 de janeiro deste ano, a governadora Yeda Crusius (PSDB) anunciou Delson Luiz Martini como novo secretário-geral do governo. Como a própria governadora definiu, Martini assumiria uma super-secretaria responsável pela articulação das políticas das diversas secretarias e pela comunicação com a sociedade. Martini assumiu no dia 28 de janeiro, acumulando as funções de secretário de Comunicação. “O novo cargo significa o desafio de fazer a articulação interna das secretarias para dar uma imagem de uniformidade para todos os programas e projetos de governo”, disse o novo secretário ao assumir. Outra missão prioritária da super-secretaria: melhorar a comunicação das ações do governo com a população.

A execução dessa tarefa é um problema sério para Martini. O governo tem um secretário de Comunicação que não fala, que evita a imprensa e que não aparece. Tudo isso em função da CPI do Detran. O ex-presidente da autarquia, Flávio Vaz Netto, exigiu uma audiência com Martini para discutir assuntos relacionados ao caso Detran e ameaçou retornar à Assembléia caso isso não acontecesse. A audiência não ocorreu (publicamente ao menos) e Vaz Netto não compareceu à Assembléia, o que permite supor que algo aconteceu para acalmar a angústia do ex-presidente do Detran, denunciado pela Justiça Federal por formação de quadrilha, dispensa indevida de licitação, peculato-desvio, corrupção passiva e concussão.

Agora o nome de Martini aparece também nas interceptações telefônicas realizadas pela Polícia Federal durante a Operação Rodin. Martini é apontado, em mais de uma conversa, como alguém capaz de “resolver o problema com Lair Ferst” no episódio da troca de contrato do Detran com as fundações de Santa Maria, que provocou o afastamento das empresas do lobista tucano.

Esses fatos provocaram a blindagem de Martini no Palácio Piratini e também na Assembléia Legislativa. O secretário responsável pela comunicação das ações do governo com a sociedade está incomunicável.