
Quinta-feira, 21 de Agosto de 2008
Quanto Martini arrecadou em São Paulo?

Sábado, 16 de Agosto de 2008
As peripécias do Passat da governadora Yeda

Na segunda-feira (4) pela manhã, Delson Martini foi à 10ª DP depor e buscar o carro. Na tarde de segunda-feira, 4 de dezembro, a assessoria de Yeda Crusius confirmou que o veículo já estava na garagem do prédio da governadora eleita. Todos esses dados foram divulgados pela imprensa em dezembro de 2006. Conforme a explicação oficial da governadora, o carro foi vendido para o próprio Delson Martini por R$ 32 mil e, posteriormente, repassado para uma outra pessoa não identificada. Em entrevista à rádio Gaúcha, no dia 14 de agosto de 2008, o advogado da governadora, Paulo Olimpio Gomes de Souza reafirmou que o dinheiro da venda do Passat para Martini foi usado integralmente para a compra da casa. Além disso, informou que a escritura de compra e venda foi assinada no dia 6 de dezembro de 2006, ocasião em que Yeda teria efetuado o pagamento de R$ 550 mil para Eduardo Laranja da Fonseca. Pagamento envolvendo cheque, segundo ele. Ou seja, no dia 5 de dezembro, a governadora já teria disponibilizado os recursos para a compra da casa.
Considerando esses dados, na véspera do pagamento a Laranja, o Passat ainda pertencia à governadora. São os relatos do próprio Martini e da assessoria de Yeda, por ocasião do assalto e da recuperação do carro no dia 4 de dezembro que afirmam isso.
Quarta-feira, 13 de Agosto de 2008
Advogado de Yeda volta a falar: Passat alemão já não está mais com Delson Martini

Paulo Olimpio também revelou que o Passat alemão que Yeda Crusius vendeu para o ex-secretário-geral de governo e tesoureiro do PSDB gaúcho, Delson Martini, já foi passado adiante, não estando mais em posse deste comprador. Em relação à venda do apartamento de Capão da Canoa para o pai de Delson Martini, reafirmou que o negócio foi de 180 mil e que a governadora ainda deve 30 mil (valor que estaria sendo pago em 20 vezes). O advogado disse que esses detalhes não foram divulgados antes em virtude de envolverem outras pessoas. Ao final da entrevista, ele negou conhecer o senhor Delacy Martini (que chegou dizer esta semana que Paulo Olimpio seria seu advogado), mas logo em seguida disse que “ele (Delacy) me autorizou a quebrar seu sigilo bancário” para comprovar as explicações enviadas ao MP de Contas.
Terça-feira, 5 de Agosto de 2008
O que Martini disse na CPI do Detran: "Não cuido das finanças da governadora"

Família Martini pagou 37,7% da casa de Yeda

O ex-secretário geral do governo Yeda Crusius (PSDB), Delson Martini, teve um papel decisivo na compra da casa nova da governadora, em dezembro de 2006, logo após a campanha eleitoral, conforme matéria de Graciliano Rocha, da sucursal da Folha de São Paulo, em Porto Alegre. Na defesa apresentada ao Tribunal de Contas do Estado (TCE), a governadora afirma que o pai de Delson, Delacy Martini (proprietário de um posto de combustíveis no município de Progresso), foi o comprador do apartamento de Capão da Canoa, negócio que teria ajudado na compra da casa em Porto Alegre. Além disso, Yeda informa que o próprio Martini comprou dela um Passat 1998, por R$ 32 mil, valor que também teria sido utilizado para a compra da casa. A família Martini teria, assim, pago quase 40% da nova residência da governadora.
Yeda Crusius declarou ter pago R$ 550 mil no ato da compra do imóvel, ficando pendentes outros R$ 200 mil, condicionados à liquidação de duas ações judiciais de cobrança pelo antigo dono (Eduardo Laranja). Esses R$ 550 mil seriam resultado da venda de dois apartamentos (um em Brasília e outro em Capão da Canoa) e do Passat. Somando-se os valores declarados das transações do apartamento de Capão da Canoa (180 mil) e do Passat (32 mil), Delson Martini e seu pai teriam contribuído com R$ 212 mil reais (37,7%). O advogado da governadora, Paulo Olimpio Gomes de Souza disse que todos os negócios foram feitos com cheques e são totalmente legais. Disse ainda que Yeda e seu marido, Carlos Crusius, têm renda suficiente para pagar os R$ 200 mil restantes da casa para o ex-proprietário Eduardo Laranja.
Domingo, 3 de Agosto de 2008
Política, Imóveis & Negócios (II)

“O nome do pai do Delson (Martini) pode ter sido esquentado para a compra do apartamento (de Capão da Canoa) e, neste caso, pode ter ocorrido movimentação bancária do pai do Delson para a Yeda. Paulo Olímpio poderia vincular a transferência de recursos dos Martini para a Yeda com o objetivo de ‘colar’ na casa. A dúvida é se houve lançamento no IR de 2006 da compra/venda do imóvel. Aí que a governadora pode quebrar a cara. A perícia pode constatar que a documentação foi ‘criada’ posteriormente à realização do negócio".
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Ainda no terreno político-imobiliário, Viviane escreve: “Eu estava passando na Praça da Matriz durante o ato dos agentes penitenciários e ouvi os manifestantes gritando: “ão, ão, ão...casa de um milhão...”. Abri os jornais no sábado e não encontrei uma mísera notícia sobre o refrão. É! Devo ter ouvido mal!"
Segunda-feira, 16 de Junho de 2008
O foro privilegiado do tesoureiro tucano

Além disso, negou ter participado da campanha de Yeda Crusius, em 2006, exceto por algumas participações “como militante” em jantares e atos públicos. Apesar de sua participação supostamente modesta na campanha, Martini foi nomeado tesoureiro estadual do PSDB, presidente da Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE) e secretário-geral de governo. Seu nome foi apontado, em mais de uma conversa, como alguém capaz de “resolver o problema com Lair Ferst” no episódio da troca de contrato do Detran com as fundações de Santa Maria, que provocou o afastamento das empresas do lobista tucano. Após a Operação Rodin, Martini também recebeu dois e-mails do ex-presidente do Detran, Flavio Vaz Netto, cobrando uma audiência para tratar de “assuntos de governo”. O ex-secretário disse que não deu qualquer encaminhamento a essas mensagens.
Em depoimento à Polícia Federal, Vaz Netto disse que Martini sabia das pressões que Lair Ferst estava fazendo sobre o governo, depois que suas empresas foram afastadas dos negócios com o Detran. O ex-secretário repetiu a fórmula de que não lhe cabia “interpretar” as palavras de Vaz Netto e que não havia sido chamado pela Polícia Federal, Ministério Público Federal ou Justiça Federal para falar sobre a fraude no Detran. Foi pego pela palavra. Indagado pelo deputado Fabiano Pereira (PT) se não havia prestado qualquer depoimento sobre o caso, o tesoureiro tucano repetiu a resposta, o que acabou sendo um passo em falso. O presidente da CPI revelou que Martini foi chamado a depor pela Procuradoria Geral do Estado (PGE), no dia 17 de janeiro deste ano, na sindicância interna realizada no governo para apurar as fraudes no órgão.
Quarta-feira, 4 de Junho de 2008
Martini com os dias contados?

Agora, diante do conteúdo das gravações telefônicas da Operação Rodin, a cabeça de Martini pode ser entregue para preservar a “jóia da coroa”: a governadora Yeda Crusius. Na Assembléia, há quem aposte: os dias de Martini no governo estão contados.
Charge: Kayser
Delson Martini: "não há fatos novos"

Visivelmente nervoso com o pequeno exército de jornalistas que o cercava, o secretário negou a veracidade do que todos tinham escutado momentos antes. O nome de Delson Martini é citado várias vezes nas conversas entre Dorneu Maciel e Vaz Netto como alguém encarregado de tomar decisões e definir orientações relativas a questões do Detran. Na época em que as gravações foram feitas (2007), Martini era presidente da CEEE. Ele tentou usar isso como álibi. “Jamais o presidente de um órgão iria interferir em negócios de outro órgão”, assegurou. Não é o que indicam as gravações. Em uma delas, Dorneu Maciel diz a Vaz Netto: “Se eu não matar esse assunto, o Delson mata”, referindo-se a um problema do Detran. Pressionado pelos jornalistas, Martini passou a falar das “realizações” do governo Yeda e da “retomada da confiança nacional e internacional” do Rio Grande do Sul.
"Já botei uma minhoca no Delson"
Terça-feira, 3 de Junho de 2008
Delson Martini, o secretário de comunicação que está proibido de se comunicar

A execução dessa tarefa é um problema sério para Martini. O governo tem um secretário de Comunicação que não fala, que evita a imprensa e que não aparece. Tudo isso em função da CPI do Detran. O ex-presidente da autarquia, Flávio Vaz Netto, exigiu uma audiência com Martini para discutir assuntos relacionados ao caso Detran e ameaçou retornar à Assembléia caso isso não acontecesse. A audiência não ocorreu (publicamente ao menos) e Vaz Netto não compareceu à Assembléia, o que permite supor que algo aconteceu para acalmar a angústia do ex-presidente do Detran, denunciado pela Justiça Federal por formação de quadrilha, dispensa indevida de licitação, peculato-desvio, corrupção passiva e concussão.
Agora o nome de Martini aparece também nas interceptações telefônicas realizadas pela Polícia Federal durante a Operação Rodin. Martini é apontado, em mais de uma conversa, como alguém capaz de “resolver o problema com Lair Ferst” no episódio da troca de contrato do Detran com as fundações de Santa Maria, que provocou o afastamento das empresas do lobista tucano.
Esses fatos provocaram a blindagem de Martini no Palácio Piratini e também na Assembléia Legislativa. O secretário responsável pela comunicação das ações do governo com a sociedade está incomunicável.