
O jornalista Lúcio Vaz, do Correio Braziliense, publicou a terceira reportagem da série “O preço da devastação”, que apresenta os impactos econômicos, sociais e ambientais da produção de celulose no país. Nesta nova matéria, ele mostra como, com o apoio do governo da Bahia e de prefeitos do sul do Estado, as papeleiras Veracel, Suzano e Aracruz ocuparam cerca de 300 mil hectares com plantações de eucaliptos nas últimas duas décadas, gerando impactos ambientais negativos. A Veracel, por exemplo, informa a reportagem, sofre ações por irregularidades na área ambiental e por supostas práticas de corrupção. Em julho deste ano, a Justiça Federal anulou as licenças concedidas à empresa na implantação de sua base florestal. Além disso, determinou a retirada de 47 mil hectares de eucaliptos, com a recomposição da Mata Atlântica, e multou a empresa em R$ 20 milhões.
A condenação da Veracel foi resultado de uma denúncia feita em 1992 por entidades como o Greenpeace e o SOS Mata Atlântica que registraram a derrubada de 64 hectares de vegetação nativa com o uso de correntes amarradas a tratores. A matéria do Correio Braziliense relata: “O juiz federal Márcio Mafra Leal, de Eunápolis, município onde está instalada a fábrica da Veracel, entendeu que as plantações de eucaliptos deveriam ter sido precedidas de um Estudo de Impacto Ambiental (EIA), com o respectivo Relatório de Impacto Ambiental (Rima). O plantio em quantidades espetaculares de eucaliptos não só elimina a Mata Atlântica, mas também altera o quadro paisagístico da região”.
O juiz denunciou que não houve avaliação de impacto ambiental na região e que toda a abordagem foi feita sob o ângulo da empresa e de suas estratégias. Ele qualificou o parecer do Centro de Estudos Ambientais (CRA), que embasou as licenças, como uma cópia do estudo feito pela própria Veracel.
As reportagens publicadas no Correio Braziliense também mostram como as empresas de celulose distribuíram R$ 8,6 milhões em doações eleitorais a políticos nas últimas três eleições. Lúcio Vaz percorreu cerca de 7,5 mil quilômetros, registrando as conseqüências da implantação de quase um milhão de hectares de eucaliptos no Rio Grande do Sul, Espírito Santo e Bahia, além dos plantios no Uruguai. Clique AQUI para ler mais.
Leia também outras matérias da série "O preço da desvastação":
Plantação de eucaliptos deixa riachos secos no Uruguai
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O juiz denunciou que não houve avaliação de impacto ambiental na região e que toda a abordagem foi feita sob o ângulo da empresa e de suas estratégias. Ele qualificou o parecer do Centro de Estudos Ambientais (CRA), que embasou as licenças, como uma cópia do estudo feito pela própria Veracel.
As reportagens publicadas no Correio Braziliense também mostram como as empresas de celulose distribuíram R$ 8,6 milhões em doações eleitorais a políticos nas últimas três eleições. Lúcio Vaz percorreu cerca de 7,5 mil quilômetros, registrando as conseqüências da implantação de quase um milhão de hectares de eucaliptos no Rio Grande do Sul, Espírito Santo e Bahia, além dos plantios no Uruguai. Clique AQUI para ler mais.
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