O diretor-geral da Câmara de Vereadores de Porto Alegre, Carlos Norberto Fraga, informou nesta terça-feira (2) que o projeto Pontal do Estaleiro deverá ser votado pelo Plenário da Casa na próxima quarta-feira (10). O projeto, de autoria do vereador Alceu Brasinha (PTB) e subscrito por 17 vereadores, está tramitando no Legislativo em regime de urgência (urgência esta ditada pelos interesses de empresários da construção civil). Na prática, em função do regime de urgência, pode ser votado antes do dia 10. Por meio dele, a proposta de “revitalização urbana” do Pontal do Estaleiro é classificada como “empreendimento de impacto de segundo nível”. Isso significa autorizar a construção de seis torres (quatro residenciais e duas comerciais) em uma área (beira do Guaíba) onde a atual legislação municipal proíbe tais edificações.Em 2005, a área do Estaleiro foi vendida em leilão por 7 milhões de reais. O anteprojeto está na Câmara há mais de um ano e o lobby dos construtores que querem construir na área é muito forte. Com a proximidade das eleições, alguns vereadores, por algum motivo que a razão desconhece, decidiram acelerar a aprovação do projeto, atropelando o regimento da Câmara nas comissões. A bancada do PT solicitou que a Câmara enviasse a matéria ao Executivo para que a Prefeitura se manifestasse. A proposta foi negada pela base de apoio do prefeito José Fogaça (PMDB), que aprovou o regime de urgência para a votação. O vereador Brasinha e seus aliados querem aprovar o projeto o mais rápido possível, com o mínimo debate público. A julgar pela ausência deste debate, parecem estar próximos de conseguir seu intento.
O projeto Pontal do Estaleiro é apoiado pelos seguintes edis: Alceu Brasinha (PTB), Bernardino Vendrúsculo (PMDB), Dr. Goulart (PTB), Elói Guimarães (PTB), Haroldo de Souza (PMDB), Maria Luiza (PTB), Maurício Dziedricki (PTB), Nilo Santos (PTB), Valdir Caetano (PR), Almerindo Filho (PTB), Elias Vidal (PPS), Ervino Besson (PDT), João Carlos Nedel (PP), Luiz Braz (PSDB), Maristela Meneghetti (Dem), José Ismael Heinen (DEM) e Nereu D´Avila (PDT).










