
A reativação da IV Frota Naval dos Estados Unidos, na zona do Atlântico Sul, provocará uma mudança radical e permanente nas relações militares dos EUA com a América Latina, escreve José Luís Fiori, no artigo “Escopeta não é chocalho”. Essa reativação, acrescenta, ocorre no momento em que já está em curso uma nova “corrida imperialista”, entre as grandes potências, que lutam por sua segurança energética e alimentar, exatamente como aconteceu no final do século XIX, e início do século XX. Para Fiori, essa competição já chegou à África e deverá atingir a América Latina, de forma ainda mais intensa, por causa dos recursos energéticos da região, de suas grandes reservas minerais e hídricas e de sua imensa capacidade de produção alimentar (especialmente no caso do Brasil), muito superior à da África.
Fiori chama a atenção para a fala do almirante Gary Roughead, chefe de Operações Navais da Marinha dos EUA, sobre o objetivo da IV Frota: “proteger os mares da região, daqueles que ameaçam o fluxo livre do comércio internacional”. O almirante acrescentou, em tom de advertência: “ninguém deve se enganar: porque esta frota estará pronta para qualquer operação, a qualquer hora e em qualquer lugar, num máximo de 24 a 48 horas”.
E comenta: “Com respeito à proteção do comércio marítimo, todos os especialistas sabem que só tem capacidade de proteger o 'livre fluxo do comércio mundial', quem também tem a capacidade de interrompê-lo. Ou seja, quem tem poder para proteger, também tem o poder de excluir concorrentes, se for o caso, quando se acirra a competição entre os estados e os capitais privados, como está acontecendo, neste início do século XXI”.
Fiori chama a atenção para a fala do almirante Gary Roughead, chefe de Operações Navais da Marinha dos EUA, sobre o objetivo da IV Frota: “proteger os mares da região, daqueles que ameaçam o fluxo livre do comércio internacional”. O almirante acrescentou, em tom de advertência: “ninguém deve se enganar: porque esta frota estará pronta para qualquer operação, a qualquer hora e em qualquer lugar, num máximo de 24 a 48 horas”.
E comenta: “Com respeito à proteção do comércio marítimo, todos os especialistas sabem que só tem capacidade de proteger o 'livre fluxo do comércio mundial', quem também tem a capacidade de interrompê-lo. Ou seja, quem tem poder para proteger, também tem o poder de excluir concorrentes, se for o caso, quando se acirra a competição entre os estados e os capitais privados, como está acontecendo, neste início do século XXI”.


