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Quarta-feira, 27 de Agosto de 2008

A celulose e o preço da devastação


O jornalista Lúcio Vaz, do Correio Braziliense, publicou a terceira reportagem da série “O preço da devastação”, que apresenta os impactos econômicos, sociais e ambientais da produção de celulose no país. Nesta nova matéria, ele mostra como, com o apoio do governo da Bahia e de prefeitos do sul do Estado, as papeleiras Veracel, Suzano e Aracruz ocuparam cerca de 300 mil hectares com plantações de eucaliptos nas últimas duas décadas, gerando impactos ambientais negativos. A Veracel, por exemplo, informa a reportagem, sofre ações por irregularidades na área ambiental e por supostas práticas de corrupção. Em julho deste ano, a Justiça Federal anulou as licenças concedidas à empresa na implantação de sua base florestal. Além disso, determinou a retirada de 47 mil hectares de eucaliptos, com a recomposição da Mata Atlântica, e multou a empresa em R$ 20 milhões.

A condenação da Veracel foi resultado de uma denúncia feita em 1992 por entidades como o Greenpeace e o SOS Mata Atlântica que registraram a derrubada de 64 hectares de vegetação nativa com o uso de correntes amarradas a tratores. A matéria do Correio Braziliense relata: “O juiz federal Márcio Mafra Leal, de Eunápolis, município onde está instalada a fábrica da Veracel, entendeu que as plantações de eucaliptos deveriam ter sido precedidas de um Estudo de Impacto Ambiental (EIA), com o respectivo Relatório de Impacto Ambiental (Rima). O plantio em quantidades espetaculares de eucaliptos não só elimina a Mata Atlântica, mas também altera o quadro paisagístico da região”.

O juiz denunciou que não houve avaliação de impacto ambiental na região e que toda a abordagem foi feita sob o ângulo da empresa e de suas estratégias. Ele qualificou o parecer do Centro de Estudos Ambientais (CRA), que embasou as licenças, como uma cópia do estudo feito pela própria Veracel.

As reportagens publicadas no Correio Braziliense também mostram como as empresas de celulose distribuíram R$ 8,6 milhões em doações eleitorais a políticos nas últimas três eleições. Lúcio Vaz percorreu cerca de 7,5 mil quilômetros, registrando as conseqüências da implantação de quase um milhão de hectares de eucaliptos no Rio Grande do Sul, Espírito Santo e Bahia, além dos plantios no Uruguai. Clique AQUI para ler mais.

Leia também outras matérias da série "O preço da desvastação":

Plantação de eucaliptos deixa riachos secos no Uruguai

Sábado, 23 de Agosto de 2008

Grupo de Armínio Fraga comprará 15% da RBS


O grupo RBS está negociando a venda de uma participação de 15% da holding RBS Comunicações para a gestora de fundos de participação Gávea Investimentos, do ex-presidente do Banco Central, Armínio Fraga, informa o jornal Valor Econômico. Fraga foi colega do atual vice-presidente executivo da RBS, Pedro Parente, no governo Fernando Henrique Cardoso. Parente, na época, era chefe da Casa Civil. Em nota oficial, a RBS informou que a operação deve ser concluída até 30 de setembro. Em 2007, diz a matéria do Valor, a RBS tele lucro líquido consolidado de R$ 96 milhões, ante os R$ 142 milhões no ano anterior, quando um terço do resultado foi obtido com a venda de ações da Net Serviços. A empresa está investindo R$ 70 milhões na construção de um novo parque gráfico em Porto Alegre, previsto para entrar em funcionamento no segundo semestre de 2009.

Sexta-feira, 15 de Agosto de 2008

Grupo RBS quer comprar mais dois jornais, um em Rio Grande e outro em Criciúma


Do site Coletiva.Net: “O Grupo RBS está em tratativas adiantadas para adquirir o controle de dois diários, um na cidade de Rio Grande e outro em Criciúma (SC). Em Rio Grande, o grupo está interessado no jornal Agora, fundado em 20 de setembro de 1975 pelo jornalista Germano Toralles Leite e que é de propriedade das Organizações Risul Ltda.. Pelo menos três rodadas de negociação já foram realizadas entre as duas empresas.

Em Santa Catarina, onde o grupo já tem quatro diários (Diário Catarinense, Jornal de Santa Catarina, Hora e A Notícia), o alvo é o Jornal da Manhã. Diário em formato tablóide, circula em Criciúma desde agosto de 1983 e é considerado um dos mais importantes da região sul daquele Estado, com tiragem estimada de 7.200 exemplares".

“Vamos lá, campeão”: Correio do Povo convoca jornalistas para venda de assinaturas


O Correio do Povo demitiu, recentemente, sua equipe de vendas para reduzir custos. A alternativa encontrada pelo grupo para substituir o trabalho da equipe demitida foi convocar jornalistas e demais funcionários para que passem a desempenhar também a função de vendedores. O presidente do Correio – Grupo Record RS, Luiz Cláudio Costa, enviou correspondência aos “colaboradores” da empresa, convocando-os para a empreitada. Costa explica assim a convocação para a promoção “Vendedor vencedor”.

“Caro colaborador, de 8 de agosto a 17 de setembro, você está convocado a mostrar pra todo mundo que é um vendedor campeão. Venda assinaturas do jornal Correio do Povo para sua família, amigos, conhecidos e desconhecidos. Nesta promoção, além da comissão sobre suas vendas, o melhor vendedor terá a chance de ganhar uma viagem para Fortaleza com acompanhante. Consulte o regulamento. Vamos lá, campeão. Participe!”.

A nota vem acompanhada de uma crescente pressão dos chefes sobre os jornalistas para o cumprimento de índices de produção que incluem tempo recorde de redação, produção de três matérias por cada cinco horas trabalhadas e horas extras não remuneradas.

Quarta-feira, 6 de Agosto de 2008

Dois dias de conversa. Tudo gravado.


Os repórteres Ana Flor e Graciliano Rocha, da Folha de São Paulo, que realizaram a entrevista com Lair Ferst, passaram dois dias – segunda e terça-feira - conversando com o lobista. Ao todo, foram quatro horas de gravação. Hoje, depois de a rádio Guaíba noticiar que Lair estaria negando o que havia dito à Folha, os dois garantiram que tudo o que foi publicado está devidamente documentado. Para um deputado da oposição que procurou certificar-se da legitimidade da entrevista, Graciliano respondeu com ironia: "Esta é a mesma pergunta que o governo me fez". Em seguida, o repórter confirmou: "Tudo o que está na entrevista e que tem relevância, está gravado".

A mídia local reagiu mal à exclusividade concedida por Lair à Folha de São Paulo. Houve quem dissesse que nada de novo havia na entrevista. Há, sim. Antes, o tucano não admitia a fraude; na entrevista, a admissão está nítida e Lair fala até em delação premiada. Só quem tem o que contar, só quem fez parte do esquema é que pode almejar este benefício. Mais: Lair fala em dez nomes de ex e atuais integrantes do primeiro escalão do governo que ainda não teriam sido citados em nenhuma das investigações. Novidade pura. (Maneco)

É duro levar um furo


O blog Gaúcha Hoje acusa a Folha de São Paulo de ter “esquentado” a entrevista com Lair Ferst. Na opinião de Daniel Scola, autor do post, o conteúdo da entrevista não condiz com o título da mesma: “É notório o envolvimento da mesma”. “A reportagem diz que Lair envolve Yeda no esquema de fraude. A entrevista, no entanto, não sustenta essa declaração. Lair diz, sim, que a governadora sabia da troca de fundações da Universidade Federal de Santa Maria que executavam os contratos com o Detran. Ora, isso todo mundo sabia”, diz Scola.

Na entrevista, na verdade, Lair diz muito mais do que “a governadora sabia da troca de fundações”. Ele afirma que ela participou ativamente do processo e que a troca de fundações foi uma decisão da cúpula do governo. Ora, essa afirmação bate de frente com uma das principais linhas de defesa da base aliada do governo na CPI do Detran, a saber, que a governadora não tinha participado do processo de troca de fundações.

Estranha, portanto, a acusação. Deve ser duro levar um furo, na própria casa, de um jornal de outra praça.

Sexta-feira, 1 de Agosto de 2008

Rui Portanova e o interrogatório de Zero Hora


Os "homens de bem" do Estado ainda não começaram a falar mal de Rui Portanova. Publicamente. Mas por baixo dos panos já é forte a resistência à notícia de que o desembargador gaúcho recebeu, em 1999, um representante das Farc. No cafezinho da Assembléia Legislativa nesta sexta-feira, uma conversa dava o tom da reação: "Alguém devia escrever alguma coisa sobre isso. Eu vou falar com o nosso amigo da coluna..." prometia o assessor de um partido que em outros tempos já se chamou Arena. "É, tá na hora mesmo. Aliás, já passou da hora" concordou um complacente colega de bancada.

A indignação se deu diante da página 5 de Zero Hora de hoje que amplifica a informação publicada pela revista semanal colombiana Cambio. A matéria de capa do semanário leva o título "Dossiê Brasil" e revela trechos de e-mails escritos por Raúl Reyes, ex-porta-voz internacional das Farc. Reyes, cujo nome verdadeiro era Luis Edgar Devia, foi morto na ainda nebulosa ação que o exército da Colômbia realizou em território equatoriano em 1 de março deste ano.

Nos e-mails do porta-voz, descobertos depois da emboscada, Portanova é classificado por Reyes como "amigo nosso". E a explicação é que em 1999, o desembargador recebeu em seu gabinete o colombiano Hernán Ramírez, que visitava o Estado como representante das Farc e pedira um contato com algum juiz de esquerda. "Sobrou para mim. Sempre fui conhecido como alternativo, apesar de não ter vínculos com partidos. Afinal, sou juiz", contou Portanova na entrevista para Zero Hora. "O senhor acha normal um desembargador brasileiro manter contatos com uma guerrilha? O senhor contribuiu com dinheiro para as Farc?", cutuca o repórter. Portanova, impassível, responde: "Acho normal, foi por curiosidade. Não contribuí com dinheiro, apesar de muito juiz de direita contribuir com deputados por aí".

Zero Hora não disfarça o inconformismo e repete a pergunta para o Tribunal de Justiça que manda dizer, via assessoria, que "se trata de tema de foro íntimo"; a Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) e o Conselho nacional de Justiça (CNJ) também ignoram o assunto, mas Zero Hora não se dá por vencida e dedica uma página inteira ao tema. Uma não, três. As outras duas páginas se dedicam a detalhar as relações com o PT, o governo Lula e algumas figuras proeminentes do partido no Estado. Mais uma tentativa, desta vez com a Associação dos Juízes do Rio Grande do Sul (Ajuris) onde o presidente, Carlos Marchionatti considera oportuno lembrar que "cada brasileiro tem o direito de ter opinião e ideologia" ressaltando que "isso deve ser respeitado".

O Espaço Vital, que se apresenta como "o melhor saite jurídico da internet brasileira", também tratou do tema, mas diferente de Zero Hora (que define Portanova como o juiz que ficou "famoso por decisões favoráveis ao MST"), traça um perfil de Portanova a partir da opinião de quem o conhece bem, advogados e magistrados: "Rui Portanova, 58 de idade - na visão de advogados e magistrados com quem o editor do Espaço Vital tem contato - é tido como um magistrado conhecido nacionalmente e respeitado por suas posições favoráveis a um Judiciário mais sensível às questões sociais. Portanova é avesso ao formalismo, evita o uso da toga e despreza o título de desembargador. Os que circulam no andar do prédio do TJ-RS onde Portanova tem seu gabinete, sabem que ele é o único a descartar a referência pessoal a desembargador. Na porta principal de acesso, uma placa identifica simplesmente ´Rui Portanova´. Sempre que estiver no TJRS, ele atende advogados e partes. Independentemente de hora marcada." (Maneco)

Quarta-feira, 23 de Julho de 2008

RBS quer proibir utilização de seus textos, imagens e vídeos na campanha eleitoral

Mais uma restrição atinge a campanha eleitoral deste ano. A direção da RBS enviou nota à direção estadual do PT comunicando que está proibida a utilização de qualquer conteúdo dos veículos do grupo (textos, imagens, áudios, fotos) nos programas de propaganda eleitoral do partido. A RBS invoca a Lei n° 9.610/98, que trata de direitos autorais, para defender a proibição. O PT enviou nota em resposta sustentando que a proibição fere o direito à informação e que adotará as medidas legais cabíveis. Até a manhã desta quarta, diretórios estaduais de outros partidos como o PCdoB, PDT e PSB não tinham recebido a mesma nota. Com a proibição exigida pela RBS, os partidos não poderiam, usar, por exemplo, imagens e textos relacionados ao escândalo do Detran e divulgados em veículos do grupo.

Terça-feira, 22 de Julho de 2008

Rumo a uma política asséptica e invisível

Uma das facetas do fenômeno do recuo da política, apontado por Luiz Werneck Vianna (ver entrevista abaixo), pode ser visto nas campanhas eleitorais dos últimos anos. A cada campanha, surge alguma nova restrição, sempre orientada com o mesmo objetivo: diminuir a visibilidade dos processos eleitorais. Primeiro, foi a campanha contra a “sujeira” nas ruas das cidades. E a propaganda eleitoral foi sendo sistematicamente reduzida. Inicialmente, a idéia era coibir excessos causadores de poluição visual. Mas, ano após ano, essa idéia evoluiu para reduzir ao máximo a visibilidade pública das campanhas. Agora, as restrições chegam à internet, seguindo a mesma lógica de redução da visibilidade. Essa lógica não disfarça sua simpatia pela transformação do debate político em um produto pasteurizado e controlado pelos grandes veículos de comunicação.

Estes veículos têm a pretensão de servir como “o” palanque eleitoral por excelência. O caso da RBS é exemplar. Sempre move mundos para produzir o primeiro e o último debates eleitorais televisivos entre os candidatos. Quer dar a primeira e a última palavra no processo e apresentar-se como porta-voz dos interesses da coletividade. Submete a imensa maioria dos partidos e suas candidaturas a uma gaiola de ouro. Enquanto isso, durante a campanha, como já ocorreu em eleições anteriores, denunciará as propagandas e manifestações que “sujam” a cidade. O ideal dessa lógica asséptica é uma cidade onde ninguém perceba que está sendo realizada uma eleição. Afinal de contas, repete-se durante o ano inteiro, a política é uma coisa “suja”. Assim, ela não deve ter cor, som, forma ou cheiro. A mídia se encarregará de contar “a sua vida na TV”. Estamos chegando lá.

Terça-feira, 15 de Julho de 2008

Quanto (como e onde) o governo Yeda Crusius está gastando com publicidade?


O item 4.3 da Carta-Compromisso apresentada ontem pelo governo Yeda Crusius (PSDB) trata da “ampliação e qualificação do sistema de comunicação do governo” e anuncia: “consideramos (essa ampliação e qualificação) parte do processo de transparência e de eficiência de suas ações”. Já no item 2.1, no capítulo sobre a transparência das contas públicas, é anunciada a criação de um Portal da Transparência, que terá “divulgação e amplo acesso”, disponibilizando, via internet, “a totalidade das contas do governo estadual”.

Como a quase totalidade da carta, trata-se de uma obrigação legal de qualquer governo (a transparência nas contas públicas). Mas, aproveitando tanto entusiasmo com a obrigação da transparência, qualquer cidadão e cidadã do Estado está estimulado, por exemplo, a saber quanto o governo Yeda está gastando em publicidade, com quais agências está trabalhando e quais são os órgãos de comunicação que estão recebendo tais recursos. Essa informação também está contemplada pelo princípio da transparência e pelo compromisso com o livre acesso “à totalidade das contas do governo estadual”?

No dia 14 de dezembro de 2007, o governo do Estado publicou edital para a contratação de seis agências de propaganda. Segundo o edital, a verba licitada para gastos em publicidade era de R$ 93 milhões, tendo o Banrisul como principal anunciante. O briefing do edital, elaborado para orientar as agências, estava centrado na crise financeira do Estado e nas “providências” que o governo teria adotado para combater este quadro. O público-alvo deveria ser a classe C. Com o escândalo do Detran, não se falou mais no assunto.

Segunda-feira, 14 de Julho de 2008

Conferência Nacional de Comunicação

Cláudia Card0s0 envia convite para o ato de lançamento do Comitê Estadual Pró-Conferência Nacional de Comunicação, que ocorrerá no dia 17 de julho, quinta-feira, em Porto Alegre:


Sexta-feira, 11 de Julho de 2008

O oásis midiático do presidente do TCE


O presidente do Tribunal de Contas do Estado, João Luiz Vargas, desfruta de um oásis midiático, onde pode se abrigar das críticas e denúncias resultantes das investigações sobre a fraude no Detran. Trata-se do jornal da família, A Palavra, de São Sepé, de propriedade de sua esposa, Júlia Vargas, e do filho, Eduardo Vargas. Denunciado pela Justiça Federal, sob as acusações de formação de quadrilha e peculato-desvio, Eduardo Vargas era sócio de Ferdinando Fernandes na empresa Inteligência em Gestão Pública (IGPL). Júlia Vargas, por sua vez, trabalhou na coordenação do programa Ensinando para a Vida, promovido pela Fundação Educacional e Cultural para o Desenvolvimento e o Aperfeiçoamento da Educação e da Cultura (Fundae). O presidente do TCE é colunista do jornal. Em seu último artigo, reflete sobre Darwin, as meninas do Haiti e as mulheres magras. Imperdível.

Daniel Dantas, o banqueiro pauteiro


Na decisão que decretou a prisão preventiva de Daniel Dantas, o juiz Fausto Martin De Sanctis, da 6ª Vara Federal Criminal de São Paulo, escreve, ao falar sobre a documentação apreendida na casa do banqueiro:

“Em outra folha manuscrita apreendida em sua residência, com timbre do Hotel The Waldorf Astoria, pode-se ler a anotação: "usar o assunto da Polícia p/produzir notícia e influenciar na Justiça", concluindo seu raciocínio no sentido de que estaria confirmada "a produção de factóides pela quadrilha com vistas a manipular a imprensa, a fim de gerar notícias favoráveis à organização criminosa, tudo para abastecer com argumentos as inumeráveis manobras jurídicas de seus advogados", mormente porque no curso da investigação havia sido comprovado que o investigado "manteve pessoalmente ou por meio de outras pessoas de sua organização contatos com vários jornalistas, ocasiões nas quais são discutidos o teor de matérias a serem publicadas na imprensa".

O braço midiático de Daniel Dantas


De modo similar ao que ocorreu aqui no RS, durante as investigações da fraude no Detran, a Operação Satiagraha começa a revelar a existência de um braço midiático dos negócios do banqueiro Daniel Dantas. Sobre esse tema, Luís Nassif escreve:

“Esse carnaval em torno da exclusividade da cobertura da ação da Polícia Federal para o repórter César Tralli é factóide. O que está em jogo é algo muito mais amplo e profundo: a forma como Daniel Dantas conseguiu cooptar jornalistas e/ou veículos...”

“Quero ver quais veículos da imprensa que vão ter coragem de cortar na própria carne, demitindo os agentes do Dantas. E os jornalistas como um todo vão querer salvar sua credibilidade ou vai prevalecer o corporativismo? E a ABI? Não vai se pronunciar? Na minha opinião esse é um dos maiores escândalos envolvendo a imprensa já ocorrido no país”.

Quinta-feira, 10 de Julho de 2008

Quando a mídia é cumplice (e agente) de crimes. Conheça o caso do grupo Isaías


O Jornal Nacional apertou o botão, terça à noite, e praticamente todos os jornalões do país passaram a reproduzir como papagaios uma suposta “nova ameaça à liberdade de expressão” na América Latina, desta vez no Equador. Conheça a história do grupo econômico que recebeu mais de US$ 1,2 bilhões de dólares do Estado e deixou uma dívida milionária, lesando milhares de famílias equatorianas. O presidente Rafael Correa decidiu cobrar a dívida. Está sendo acusado de “ameaçar a liberdade de expressão”. O sociólogo equatoriano Carlos Arcos Cabrera conta a história:

“A decisão histórica é, sem dúvida, a mais importante das já adotadas por um governo para enfrentar um grupo de poder que se transformou na maior expressão da impunidade, da prepotência e de um poder ilimitado frente à lei e as instituições jurídicas e políticas. Que a falta de memória não sirva de pretexto para esquecer os amargos dias do latrocínio que significou o “socorro” bancário (ao grupo Isaías) e lançar terra sobre o pesado custo que teve para o Equador e as famílias equatorianas”.

Clique AQUI para ler mais.

Domingo, 6 de Julho de 2008

Zero Fora tem novo endereço


Cássio (A Carapuça) comunica que a página do Zero Fora foi saída do IG e está em novo endereço:

“Depois de 6 anos no IG, a página do Zero Fora foi retirada do ar. Após passarmos a divulgar notícias sobre Paulo Henrique Amorim e Daniel Dantas. Inicialmente foi cortado o acesso e posteriormente a página foi retirada do ar. Mas, como já esperávamos por isso, tudo o que foi feito, está guardado em CD. Outra coisa interessante é que o espaço ocupado no provedor do IG era 10 vezes maior o admitido. A Cláudia (Dialógico) já havia reservado espaço para o blog, que já está no ar.

http://zerofora.blogspot.com/

Já tem uma enquete...Quanto ao envolvimento de Yeda Crusius com a Máfia do DETRAN-RS. O banner está em construção. O modelo de 3 colunas foi enviado pelo Guga (Alma da Geral). Os principais documentos serão realocados no blog para referência. Acreditamos, acima de tudo, que sem a "reforma agrária" nos meios de comunicação, nossa democracia não avançará sem gerar conflitos importantes”.

Segunda-feira, 23 de Junho de 2008

O poder da mídia em debate


Começa hoje, às 19 horas, no Clube de Cultura (Ramiro Barcelos, 1853), em Porto Alegre, o ciclo de palestras “O poder da mídia”. No primeiro dia de debates, o professor Pedrinho Guareschi (Psicologia Social, PUC/RS) e Rodrigo Oliveira Fonseca (jornalista, mestre em História Social da Cultura, PUC/RJ) falarão sobre mídia, democracia e manipulação midiática. O ciclo vai até sexta-feira, sempre com os debates iniciando às 19h.

As inscrições podem ser feitas no próprio Clube de Cultura (das 14h às 18h) ou na Livraria Palmarinca (Jerônimo Coelho, 281). O preço é R$ 40,00 (para todo o ciclo, de segunda à sexta) ou R$ 15,00 por dia de debates. Estudantes pagam meia-entrada. A atividade tem apoio do Sindicato dos Bancários e da Livrara Palmarinca. Maiores informações pelos telefones: (51) 3022.8744, 3026.2744, 3225.2577.

Sexta-feira, 20 de Junho de 2008

Os colunistas da revista Veja


Há quem ache que Diogo Mainardi seja o colunista mais direitista e conservador da revista Veja. Roberto Efraim Filho, mestrando em Direito na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), escreveu um artigo sobre o dia em que o pai dele cancelou a assinatura de Veja e defende que o problema não é Mainardi, mas sim os colunistas que se apresentam como representantes típicos dos “homens de bem”. Ele escreve:

“Estão, entre seus autores, Cláudio de Moura Castro, Lia Luft (foto) e Roberto Pompeu de Toledo. Todos dignos do título de "cidadão de bem", conscientes e responsáveis. Evidentemente, todos de posicionamentos um tanto moralistas e um tanto conservadores. Difere-se deles Diogo Mainardi. Este, conhecido por chamar o Presidente da República de "minha anta" e por sua irreverência desrespeitosa e direitista, escancara a alma da Veja. Mas não se engane. Não é Mainardi o perigo. São os outros. Foram eles que meu pai um dia leu com respeito e é aquela auto-imagem que a Veja quer – como tudo – vender”. Clique AQUI para ler mais.

Quinta-feira, 12 de Junho de 2008

A arte das manchetes

Diferença de abordagem, na Folha de São Paulo e na Zero Hora, sobre a repressão da Brigada Militar, ontem, aos protestos contra a corrupção no governo Yeda Crusius (PSDB):



Esse número não existe...


Muitas reclamações sobre a pesquisa interativa realizada agora à noite no programa Conversas Cruzadas (TV COM/RBS) sobre a ação da Brigada Militar hoje pela manhã. A pesquisa perguntava se a ação dos policiais foi correta ou exagerada. Muita gente ligou para a opção "exagerada", no número 3299-2362 e não conseguiu completar a chamada. Ora recebiam uma mensagem dizendo que o número não existia, ora a ligação não era completada. Eu mesmo tentei ligar por duas vezes, por volta das 23h40min, sem sucesso. No final, a interativa deu 84% a 16% a favor da ação da Brigada, com direito a entrevistas ao vivo realizadas com empresários na sede da Fiergs.