Quinta-feira, 7 de Agosto de 2008
Brigada Militar pressiona prefeitura por monumento para soldado morto por sem-terra
Quarta-feira, 6 de Agosto de 2008
Ministério Público Estadual visita os sem-terra e defende a legitimidade do movimento

Renner negou que o MP pretenda pedir a ilegalidade do MST e defendeu a legitimidade do movimento. Antes de iniciar a visita pelo acampamento, procuradores e deputados participaram de uma breve assembléia, quando os acampados lembraram partes da resolução do Conselho do Ministério Público contra o MST. No assentamento Capela, no interior de Nova Santa Rira, a delegação conheceu as instalações da Cooperativa de Produção Agropecuária Nova Santa Rita (Coopan), que congrega 30 das 100 famílias assentadas. A cooperativa produz de forma coletiva arroz orgânico, suínos, aves e leite. O assentamento existe desde 1994 e é resultado de uma mobilização que começou em 1989, com a participação de 1500 famílias de todo o Estado.
Terça-feira, 29 de Julho de 2008
Brigada despeja outro acampamento do MST
Quarta-feira, 23 de Julho de 2008
Marcha do MST se aproxima de Porto Alegre

Segunda-feira, 21 de Julho de 2008
MST faz Marcha Estadual por Reforma Agrária

Quinta-feira, 3 de Julho de 2008
Ato em São Paulo protesta contra relatório do Conselho Superior do MP/RS
O ato ocorrerá na Sala do Estudante, da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP), a partir das 19 horas, e contará com a presença de Gilmar Mauro, dirigente nacional do MST, Michael Löwy e Plínio de Arruda Sampaio.
O Ministério Público e o MST

“Não se discute a importância do papel do Ministério Público, não só porque está insculpido na Carta Magna mas porque cumpre tarefa importante para toda a sociedade. Se não existisse a previsão constitucional seria preciso que se fizesse. Também acho que não houve uma ação coordenada com os juízes que se manifestaram uniformemente nos episódios. O que chama a atenção foi a demora em prestar estes esclarecimentos. Como bem apontou o Procurador Geral, Renner, "alguns setores do MST perderam o foco e estão desbordando de seus direitos constitucionais". Muito bem, mas então as ações deveriam estar voltadas para estas pessoas. O que a sociedade não admite é que o MP albergue ações da UDR ou FEDERASUL e atue contra o MST, com o único intuito de calar um movimento social, mas não dá tratamento isonômico para outras agremiações que cometem crimes de maior monta econômica, como o PP, no DETRAN, o PMDB no Banrisul ou o PSDB, idem ibidem...”
Quarta-feira, 2 de Julho de 2008
As explicações do Ministério Público

A manifestação institucional referida pelo procurador é o artigo “O Ministério Público é a favor da Constituição”, publicado nesta quarta-feira, no jornal Zero Hora. No artigo, entre outras coisas, Mauro Renner afirma que o Ministério Público é a favor da Reforma Agrária e da função social da propriedade. Além disso, garante que o MP “em nenhum momento postulou a extinção ou a ilegalidade do MST, respeitadas a independência funcional e a liberdade de consciência de seus membros”.
Terça-feira, 1 de Julho de 2008
Fábio Konder Comparato critica alinhamento do MP gaúcho com latifundiários

“Tomei conhecimento, estarrecido, de que o Ministério Público do Estado pretende ingressar com ação judicial para obter a dissolução do MST. Aflige-me verificar que essa ilustre instituição, ao invés de abrir um inquérito civil público para apurar os atos de corrupção e de improbidade administrativa, que teriam ocorrido na esfera máxima do governo estadual, segundo ampla divulgação dada pelos meios de comunicação, prefira cerrar fileiras em defesa dos interesses de latifundiários e empresas transnacionais de agronegócio, com manifesto desprezo pelos direitos fundamentais declarados em nossa Constituição”.
Sexta-feira, 27 de Junho de 2008
Sociólogo critica citação distorcida de seu nome na ação do MP contra MST

Quinta-feira, 26 de Junho de 2008
Sirvam nossas façanhas de modelo a toda terra
O retrocesso político no Rio Grande do Sul começa a virar tema de interesse nacional e internacional. Flávio Aguiar escreve, de Berlim, anunciando que já está sendo organizado, na Alemanha, um movimento de apoio ao MST e aos movimentos sociais contra a tentativa de criminalização patrocinada pelo Ministério Público gaúcho.
Quarta-feira, 25 de Junho de 2008
Jacques Alfonsin: Ministério Público vestiu camisa dos latifundiários

Jacques Alfonsin - Nós estamos enfrentando uma situação de violação flagrante dos direitos humanos, de uma infidelidade manifesta do MP às suas próprias finalidades. Quem lê a petição inicial vê que o MP vestiu a camisa dos latifundiários. Na Constituição Federal, a função do MP não é perseguir pobre, nem evitar pressão social de gente que está reivindicando reforma agrária. Essas ações se baseiam num sociólogo rural [Zander Navarro] magoado com o movimento. Não existe preocupação destes promotores em sustentar essas coisas em fatos, é tudo gente que não concorda ideologicamente com o movimento.
Na petição inicial, os promotores se baseiam no fato de que o MST é um movimento anti-capitalista e esquerdista. Quer dizer, tudo aquilo que as universidades estudam em sociologia com a maior liberdade. Qual é o crime ser anti-capitalista e esquerdista? Para acentuar essa denúncia, eles se baseiam no Estatuto da Terra votado durante o regime militar que acabou com as Ligas Camponesas [Movimento Camponês exterminado após o golpe de 1964, e que tinha como pauta "a reforma agrária na lei ou na marra"], para mostrar que o MST, então, se equipararia às ligas. Se voltou à época da ditadura para se sustentar esse ataque.
Isso é tão orquestrado que nunca se viu tanta agilidade. A petição chegou em Carazinho (RS) no dia 16 de junho. O despacho do juiz, que tem mais de 20 laudas, é de 16 de junho [mesmo dia]. Portanto, ele já sabia que a ação iria entrar e já estava até preparado com o despacho que ele iria dar. E para surpresa de todos os agricultores sem terra, a Brigada Militar com mais de 500 homens entrou de madrugada [nos dois acampamentos no município de Coqueiros do Sul], de surpresa, antes de chegar o oficial de justiça. O oficial de justiça chegou depois, tudo isso com a chancela do ouvidor da segurança pública aqui do estado, que deveria ser justamente aquele que protege os direitos humanos destas pessoas.
Existem outros indícios dessa ação organizada?
Sábado, 21 de Junho de 2008
Sem-terra ameaçados de novo despejo no RS
Os 400 sem terra que estão no local já sofreram despejo, por ordem doMinistério Público Estadual (MP), na semana passada em Coqueiros do Sul. As famílias foram retiradas de suas próprias terras (uma área já havia sido comprada e a outra, arrendada pelo MST) pelo MP e levadas pela Brigada Militar à beira da BR-386, com a promessa de que não seriam retiradas de lá. Agora, são obrigadas a sair de uma área que pertence à União.
O MST denuncia a ofensiva do MP contra os movimentos sociais, entre eles odos sem terra, que retira as famílias tanto de suas próprias terras quantode áreas federais, não permitindo que elas fiquem em nenhum lugar. O MST também questiona os argumentos que movem as ações do MP, "que não demonstra o mesmo interesse em cobrar do Incra o acordo para assentar duas mil famílias sem terra como tem demonstrado quando se trata de reprimir os trabalhadores".
Quarta-feira, 18 de Junho de 2008
MST denuncia volta da ditadura no RS
Kayser"No dia de ontem (17/06), centenas de famílias de trabalhadores sem-terras foram despejadas de dois acampamentos pela Brigada Militar do Rio Grande do Sul no município de Coqueiros do Sul. As duas áreas pertencem a pequenos proprietários e estavam cedidas para a instalação das famílias. Os barracos e plantações foram destruídos, além das criações de animais, que foram espalhados, para que as famílias não pudessem levá-los. Cumprindo ordens do Poder Judiciário, as famílias foram jogadas à beira da estrada em Sarandi no final da tarde. É preciso lembrar que este acampamento à beira da estrada para onde foram levadas, é o mesmo local de onde foram despejadas há um ano. Até quando estes trabalhadores vão permanecer lá? Quanto tempo levará até o próximo despejo?
O despejo de ontem não se trata apenas de mais um ato de violência e intransigência da Governadora Yeda Crusius e da Brigada Militar. Há um nefasto projeto político em curso no Rio Grande do Sul, envolvendo a proteção dos interesses de empresas estrangeiras, que são também grandes financiadoras de campanha, a supressão de direitos civis e a repressão policial. A ação faz parte de uma estratégia elaborada pelo Ministério Público Estadual para impedir que qualquer movimento social possa se organizar ou manifestar-se. Juntos, o Ministério Público Estadual e a Brigada Militar ressuscitam os métodos e práticas da ditadura militar, ameaçando qualquer direito de reunião, de organização ou de manifestação.
Na ação civil que determinou o despejo ontem, os promotores deixam claro sua inspiração pelo golpe militar de 1964, ao lembrarem que o golpe que restringiu as liberdades civis no Brasil, “ pacificou o campo”. O despejo de uma área cedida, a ameaça de multa a seus proprietários se voltarem a apoiar o MST e as promessas de que novos despejos ocorrerão nos acampamentos em São Gabriel (num pré-assentamento), em Nova Santa Rita e em Pedro Osório (ambos em áreas de assentamentos) são decisões autoritárias que ameaçam não apenas o Movimento Sem Terra, mas estabelecem uma política de repressão para todo e qualquer movimento social.
Ao mesmo tempo em que os movimentos sociais são perseguidos e criminalizados, não se vê nada para recuperar os R$ 44 milhões roubados dos cofres públicos para o financiamento eleitoral no esquema do DETRAN. Da mesma forma, quando grandes empresas estrangeiras criam empresas-laranja e adquirem terras ilegalmente no Rio Grande do Sul, que somente agora foram indeferidas pelo executivo, não se vê nenhuma ação do Ministério Público, judiciário ou do executivo estadual.
Veja, abaixo, vídeo do MST (produzido pelo Coletivo Catarse) sobre o acampamento de Coqueiros:
Terça-feira, 17 de Junho de 2008
Mídia, PM 2 e Denis Rosenfield: as fontes da argumentação dos promotores do MP

Em seguida é apresentado um novo relatório do Estado Maior da Brigada Militar sobre as ações do MST no Estado. Esse documento pretende analisar a “doutrina e o pensamento” do MST, identificando, entre outras coisas, as leituras feitas pelos sem-terra. Identifica um “panteão” de ícones inspiradores do movimento, “a maior parte ligada a movimentos revolucionários ou de contestação aberta à ordem vigente” (onde Florestan Fernandes e Paulo Freire estão incluídos, entre outros). E fala de “uma fraseologia agressiva, abertamente inspirada nos slogans dos países do antigo bloco soviético (“pátria livre, operária, camponesa”)”. A partir dessas informações, os promotores passam a discorrer sobre o caráter “leninista” do MST, invocando como base argumentativa o livro “A democracia ameaçada – o MST, o teológico-político e a liberdade”, de Denis Rosenfield, que “denuncia” que o objetivo do movimento é o socialismo.
A "violência" das Ligas Camponesas e o "movimento político-militar de 1964"

Logo em seguida, a ação apresenta uma caracterização do MST, toda ela baseada na visão de uma única pessoa, o sociólogo Zander Navarro. O trabalho de inteligência dos promotores também se baseia, em várias passagens, em uma “revista de circulação nacional” (Veja) e em matéria críticas ao MST publicadas em jornais como Folha de São Paulo, Zero Hora e Estado de São Paulo, entre outros. Após apresentar um “mapa” dos movimentos sociais no campo brasileiro, os promotores questionam, em tom de denúncia, as fontes de financiamento público desses movimentos. Eles revelam que “o Ministério Público encaminhou um questionamento ao Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, acerca da existência ou não de alguma fonte de financiamento ou ajuda, direta ou indireta, aos participantes do MST acampados no Rio Grande do Sul”.
Ação do MP gaúcho contra MST repete discurso anti-comunista pré-1964

Na primeira página da inicial da ação, os promotores comunicam que seu trabalho é resultado de uma decisão do Conselho Superior do Ministério Público do RS para investigar as ações do MST que “há muito tempo preocupam e chamam a atenção da sociedade gaúcha”. O documento anuncia que os promotores Luciano de Faria Brasil e Fábio Roque Sbardelotto realizaram um “notável trabalho de inteligência” sobre o tema. Uma nota de rodapé define o trabalho de “inteligência” realizado nos seguintes termos:
"O art. 1º, § 2º, da Lei nº 9.883/99, que instituiu o Sistema Brasileiro de Inteligência e criou a ABIN, definiu a inteligência como sendo “a atividade que objetiva a obtenção, análise e disseminação de conhecimentos dentro e fora do território nacional sobre fatos e situações de imediata ou potencial influência sobre o processo decisório e a ação governamental e sobre a salvaguarda e a segurança da sociedade e do Estado”.
Terça-feira, 3 de Junho de 2008
Brigada Militar destrói acampamento do MST
“A Brigada Militar, comandada pelo subcomandante Paulo Mendes, destruiu nesta terça-feira o novo acampamento organizado pelo MST às margens da RS-040, em Viamão. A área foi cedida às famílias e ao MST. Sem mandado judicial, um efetivo de mais de cem policiais militares e batalhão de choque destruíram os barracos que estavam sendo construídos pelas famílias.
Neste momento (15h), os sem terra estão divididos em grupos de homens e mulheres, em separado. Também estão sendo identificados e revistados pela polícia. O acampamento estava recém sendo construído por famílias que trabalham temporariamente nas lavouras de arroz na região de Viamão.
Em protesto à ação truculenta da Brigada Militar, 200 sem terra ocuparama BR-386, na altura de Nova Santa Rita. Mais mobilizações devem ocorrer na tarde desta terça-feira. O MST repudia a ação da Brigada Militar. Em poucos momentos da história gaúcha a polícia e um governo estadual do RS chegou a destruir um acampamento sem terra que estava em formação. Além do governo estadual não resolver os problemas da população e dos agricultores sem terra, a governadora Yeda Crusius reprime os movimentos sociais e as famílias pobres que reivindicam seus direitos".
Quarta-feira, 21 de Maio de 2008
MST e MPA ocupam área da Aracruz

Sábado, 17 de Maio de 2008
Deputado divulga imagens para desmentir matéria de ZH contra sem-terra
Segundo Marcon, “Zero Hora mais uma vez tenta associar a imagem de agricultores sem terra a de bárbaros saqueadores com cartilhas guerrilheiras”. Para o deputado, as imagens comprovam que a operação de guerra montada pelo governo Yeda para recuperar objetos supostamente furtados da fazenda não passou de uma farsa para humilhar os agricultores e que a dita sede “destruída” não resistiria a uma séria e criteriosa análise forense.
O que realmente cabe revelar, acrescenta Marcon, “é que o governo corrupto de Yeda Crusius, que deixou o Estado a mercê de um grupo de larápios, e que parte da imprensa tenta esconder, já desviou mais de R$ 44 milhões de reais dos cofres públicos, e necessita criar factóides para tapar o sol com a peneira”. Por trás de matérias contra movimentos sociais e agricultores como a publicada nessa edição de ZH dominical (18/05), diz ainda Marcon, escondem-se outros interesses.
“Por que não dizem que o governo Yeda como num circo, não o de Soleil, está armando uma grande arapuca para os gaúchos para reprivatizarr as estradas e tem na mídia um de seus principais apoiadores? “Tratar agricultores e agricultoras e os movimentos sociais como bandoleiros e facínoras não é novidade, assim como não é o fato de Porto Alegre ser hoje a capital nacional do homicídio, superando Rio, São Paulo e Salvador e que em apenas 1 ano já foram assassinados 49 PMs”, conclui o deputado.