
O delegado Protógenes Queiroz foi afastado da investigação envolvendo o banqueiro Daniel Dantas. Segundo a versão oficial da direção da Polícia Federal, Queiroz deixou a investigação porque precisa concluir um curso superior na instituição, cuja “etapa presencial” inicia na próxima segunda-feira. Acredite quem quiser. O trabalho do delegado foi alvo de críticas por parte do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, e do diretor-geral da Polícia Federal, Luiz Fernando Correa, em função de supostos “excessos” que teriam sido cometidos durante a operação. Entre os excessos criticados, está o uso de algemas na prisão de Daniel Dantas, o uso indevido de agentes da ABIN e o privilégio dado à Globo nas prisões. O inquérito comandado por Queiroz está agora nas mãos do juiz Fausto de Sanctis e do procurador da República, Rodrigo de Grandis.
Explicações e versões a parte, o resumo da obra até aqui, aos olhos dos pobres mortais, é mais ou menos o seguinte: um banqueiro foi preso (algemado); o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) criticou a “espetacularização” da prisão, mandou soltar o banqueiro e ameaçou o juiz que decretou a prisão; o banqueiro foi preso uma segunda vez, algemado de novo, e solto de novo. O delegado que efetuou as prisões é afastado das investigações. Os advogados de defesa de Daniel Dantas comemoram o afastamento e anunciam a linha de defesa do banqueiro: pedir a ilegalidade das provas (entre elas, as que mostram a tentativa de suborno de um delegado da Polícia Federal) e colocar sob suspeição o trabalho do juiz Fausto de Sanctis, pedindo seu afastamento das investigações.
O caso tem cara de gato, bigode de gato e mia. Mas há quem diga que não é um gato....
Foto: Cena da peça "A farsa", de Luiz Arthur Nunes
Explicações e versões a parte, o resumo da obra até aqui, aos olhos dos pobres mortais, é mais ou menos o seguinte: um banqueiro foi preso (algemado); o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) criticou a “espetacularização” da prisão, mandou soltar o banqueiro e ameaçou o juiz que decretou a prisão; o banqueiro foi preso uma segunda vez, algemado de novo, e solto de novo. O delegado que efetuou as prisões é afastado das investigações. Os advogados de defesa de Daniel Dantas comemoram o afastamento e anunciam a linha de defesa do banqueiro: pedir a ilegalidade das provas (entre elas, as que mostram a tentativa de suborno de um delegado da Polícia Federal) e colocar sob suspeição o trabalho do juiz Fausto de Sanctis, pedindo seu afastamento das investigações.
O caso tem cara de gato, bigode de gato e mia. Mas há quem diga que não é um gato....
Foto: Cena da peça "A farsa", de Luiz Arthur Nunes



