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Sábado, 9 de Agosto de 2008

Há algo de podre no reino da Procergs?


No dia 23 de julho, o Tribunal de Contas do Estado (TCE) aprovou a realização de uma inspeção extraordinária na Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan) e na Companhia de Processamento de Dados do Estado (Procergs), por sugestão do procurador-geral do Ministério Público de Contas, Geraldo da Camino. No caso da Procergs, o procurador solicitou uma investigação sobre uma licitação realizada pela empresa, em novembro de 2002. Há suspeita de favorecimento à empresa Processor Informática, da qual era sócio então o atual presidente da Procergs, Ronei Ferrigolo. Ferrigolo deixou a sociedade um dia depois da realização da licitação (em 21 de novembro de 2002), transferindo sua participação para seu pai, Francisco Celestino Ferrigolo. No dia 6 de janeiro de 2003, assumiu o cargo de diretor de Desenvolvimento da Procergs, onde trabalhou até o fim do governo Rigotto (PMDB).

No governo Yeda, Ferrigolo foi promovido para a presidência da companhia. Servidores da Procergs denunciaram que ele continua tendo ligações com a Processor, o que é negado pelo mesmo. Mas, em novembro de 2007, o então procurador-geral do Ministério Público de Contas, Cezar Miola, identificou indícios de irregularidades na contratação da empresa. Uma dos temas das investigações em curso diz respeito à possível ligação do empresário e lobista Lair Ferst com a Processor, empresa parceira da Microsoft no Brasil e na América Latina. Cabe lembrar que uma das conversas telefônicas interceptadas pela Polícia Federal, com autorização judicial, mostrou Lair Ferst conversando com o ex-“embaixador” do Rio Grande do Sul em Brasília, Marcelo Cavalcante, sobre um possível negócio da Microsoft com a Secretaria Estadual da Fazenda.

Há um intenso processo de terceirização em curso na Procergs que vem sendo denunciado pelos funcionários da companhia. Eles denunciam também que a terceirização anda de mãos dadas com o sucateamento da empresa. No final de maio, uma Comissão de Trabalhadores da Procergs participou de audiência na Comissão de Serviços Públicos da Assembléia Legislativa, onde relatou uma série de irregularidades que estaria ocorrendo na companhia. Uma das preocupações levadas ao conhecimento dos deputados é justamente o processo de terceirização dos serviços e de demissão de funcionários. As investigações em curso sobre os negócios que vem sendo realizados na Procergs podem jogar mais luz sobre conexões ainda ocultas e sacudir ainda mais o já revolto ambiente político do Rio Grande do Sul.

Sábado, 26 de Julho de 2008

TCE fará investigação extraordinária sobre irregularidades na Corsan e na Procergs


A Corsan e a Procergs serão objeto de uma inspeção extraordinária por parte do Tribunal de Contas do Estado (TCE). A decisão foi aprovada no dia 23 de julho por sugestão do procurador-geral do Ministério Público de Contas, Geraldo Da Camino. Há suspeita de dolo em obras emergenciais. No caso da Corsan, segundo o Sindiágua, há suspeita de dolo em obras emergenciais realizadas pela Superintendência da Região Sinos, com dispensa de corpo técnico em obras divididas entre quatro empresas, irregularidades e preços superfaturados na aquisição de bombas para a Estação de Tratamento em Canoas. Além disso, por solicitação do Ministério Público estadual, o TCE decidiu investigar preços excessivos na aquisição de bombas submersas e irregularidades em drenagens e na locação de veículos.

Para o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Purificação e Distribuição de Água e em Serviços de Esgotos do Estado do Rio Grande do Sul, não há surpresa na decisão. O Sindiágua vê com grande preocupação o elevado número de notícias sobre corrupção dentro da empresa, que nos últimos anos chegou a níveis inéditos. “Sob o beneplácito ou a negligência de muitos gestores que andaram nos mais elevados postos da Corsan, floresceram irregularidades, favorecimento à empreiteiras, desvio de materiais e recursos, contratos não cumpridos e uma lista de outros crimes contra os funcionários e contra o bolso de todos os contribuintes, num total de danos que só poderá ser calculado ao fim das investigações”, diz nota do sindicato.

E acrescenta: “Desde que a atual direção assumiu o Sindicato, não nos cansamos de alertar, denunciar e pedir esclarecimentos sobre irregularidades que saltam aos olhos, em todos os cantos do estado, mas que a direção da companhia sempre preferiu menosprezar. Quando não punia os funcionários que não concordavam com a roubalheira”.

Quinta-feira, 17 de Julho de 2008

MP de Contas pede investigação na Procergs

Trabalhadores da Procergs promovem paralisação de 48 horas.

A carta-compromisso do governo Yeda enfrenta seu primeiro teste, dois dias após sua divulgação. O procurador-geral do Ministério Público de Contas do Estado, Geraldo da Camino, pediu ao Tribunal de Contas (TCE) uma investigação sobre uma licitação realizada pela Companhia de Processamento de Dados do Rio Grande do Sul (Procergs), em novembro de 2002. Há suspeita de favorecimento à empresa Processor Informática, da qual era sócio então o atual presidente da Procergs, Ronei Ferrigolo. Conforme matéria publicada nesta quinta, no jornal Zero Hora, Ferrigolo deixou a sociedade um dia depois da realização da licitação (em 21 de novembro de 2002), transferindo sua participação para seu pai, Francisco Celestino Ferrigolo. No dia 6 de janeiro de 2003, assumiu o cargo de diretor de Desenvolvimento da Procergs, onde trabalhou até o fim do governo Rigotto (PMDB).

No governo Yeda, Ferrigolo foi promovido para a presidência da companhia. Servidores da Procergs denunciaram que ele continua tendo ligações com a Processor, o que é negado pelo mesmo. Mas, em novembro de 2007, o então procurador-geral do Ministério Público de Contas, Cezar Miola, identificou indícios de irregularidades na contratação da empresa.

Os funcionários da Procergs estão paralisados desde ontem em protesto contra a proposta salarial feita pela direção da companhia. Essa proposta oferece o INPC de 2008 com a condição de que os trabalhadores retirem o dissídio da data-base 2007 da Justiça, o que implicaria aceitar reajuste zero em 2007. Além disso, propõe que os servidores abram mão de alguns direitos conquistados em anos anteriores. A paralisação continua hoje. Os trabalhadores podem entrar em greve por tempo indeterminado a partir de 22 de julho.

Segunda-feira, 7 de Julho de 2008

Indicativo de greve também na Procergs


Mais uma categoria de servidores públicos descontentes: os funcionários da Companhia de Processamento de Dados do Estado do RS (Procergs) realizam assembléia geral nesta terça-feira (8), às 15 horas, no pátio da empresa, com a perspectiva de decidir pela greve da categoria. No dia 2 de julho, os trabalhadores da Procergs realizaram uma paralisação de 24 horas, uma advertência contra o que consideram ser as “condições indignas impostas pela gestão do Estado”. Já são duas data-base com benefícios e salários congelados. Por outro lado, argumentam, existe um contraste entre essa situação, o crescente índice de arrecadação do ICMS no Estado e a proposta de reajuste salarial de 143% para a governadora e os secretários, que tramita na Assembléia Legislativa. É a realidade também de outras categorias de servidores públicos que cogitam a possibilidade de entrar em greve.

Terça-feira, 1 de Julho de 2008

Paralisação dos funcionários da Procergs


Em assembléia geral realizada na tarde desta terça-feira, cerca de 400 funcionários da Companhia de Processamento de Dados do Estado do RS (Procergs) decidiram realizar uma paralisação de 24 horas, nesta quarta, dia 2. A mobilização é uma forma de pressionar o Governo do Estado e a direção da empresa em relação aos dissídios dos anos 2007 e 2008 com data base em 1º de julho. Pelo segundo ano consecutivo, a empresa está “oferecendo” reajuste zero aos servidores. O dissídio de 2007 está no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) e aponta um reajuste de 3% para a categoria.

Os funcionários também estão preocupados com o futuro da empresa diante do projeto de repasse de produtos e serviços à iniciativa privada, fechamento de regionais, diminuição da área de atuação e terceirização de serviços de softwares e hardware.

Quinta-feira, 15 de Maio de 2008

Reuniões partidárias na Procergs

Prossegue a prática de promover reuniões partidárias no Centro de Treinamento da Companhia de Processamento de Dados do Estado do Rio Grande do Sul (Procergs). Neste momento, meio-dia de quinta-feira, ocorre mais uma reunião de dirigentes do PSDB no local. Conforme já foi noticiado aqui, o Centro de Treinamento da Procergs tem sido usado por dirigentes do PSDB e do PMDB para reuniões partidárias clandestinas, sem agendamento prévio, conforme as regras de funcionamento do local.

Os encontros estariam sendo marcados por membros da diretoria da empresa, que não participam das conversas dos dirigentes partidários. O uso do Centro de Treinamento da Procergs para reuniões políticas de integrantes e/ou aliados do governo Yeda iniciou no final de 2006, com a equipe de transição de governo.

Quarta-feira, 7 de Maio de 2008

Trabalhadores denunciam gastos desnecessários e arriscados na Procergs


A Comissão de Trabalhadores da Companhia de Processamento de Dados do Rio Grande do Sul (Procergs) denuncia, no blog Tirem as mãos da Procergs, o gasto de grandes quantias do orçamento da empresa em ações questionáveis. Essas ações, destacam, partem justamente das pessoas que usam o discurso da crise financeira do Estado para tudo. A mais recente delas envolve uma troca de equipamentos, no valor de R$ 15 milhões. Na avaliação de funcionários, é uma troca desnecessária e arriscada para os clientes da companhia.

“Os milhões que estão em jogo nesta mudança envolvem equipamentos e softwares milionários, onde alguém certamente está lucrando. O Planejamento [nada] Estratégico da Procergs é assim: não tem discussão nem debate técnico, somente a visão do empresariado interessado no lucro e não no bem público”, denunciam trabalhadores da empresa. Clique AQUI para saber mais.

Sábado, 19 de Abril de 2008

Em defesa da Procergs

Preocupados com a ameaça de desmonte, trabalhadores da Companhia de Processamento de Dados do Estado do Rio Grande do Sul (Procergs) lançaram uma campanha em defesa da companhia. Já está no ar o blog da campanha, o Tirem as Mãos da Procergs. A campanha é organizada pela Comissão de Trabalhadores da Procergs (CT/Procergs) e pelo Sindicato dos Trabalhadores em Processamento de Dados (Sindppd/RS). As entidades denunciam:

“O desmonte do serviço público patrocinado pelo governo Yeda, que já provocou a redução da Emater, o sucateamento da educação e está vendendo, aos poucos, o Banrisul, agora está colocando em risco uma das empresas mais importantes do Estado: a Procergs. Yeda quer desmontá-la e vender os seus serviços mais valiosos aos empresários. Para isso, conta com a ajuda do secretário da Fazenda, Aod Cunha, e do presidente da Procergs, Ronei Ferrigolo, que já assumiram publicamente a redução da Companhia, o que levará à privatização de diversos serviços”.

Quinta-feira, 17 de Abril de 2008

Reuniões partidárias na Procergs


O Centro de Treinamento da Companhia de Processamento de Dados do Estado do Rio Grande do Sul (Procergs), localizado na Zona Sul de Porto Alegre, tem sido usado por dirigentes do PSDB e do PMDB para reuniões partidárias. Essas reuniões não estariam sendo agendadas conforme os critérios estabelecidos pelo Centro de Treinamento: solicitação por escrito ou via e-mail. O aluguel das dependências do local varia de R$ 66,00 a R$ 439,00, dependendo da natureza do evento e da necessidade de uso de equipamentos. Os encontros estariam sendo marcados, sem qualquer justificava, por membros da diretoria da empresa, que não participam das conversas dos dirigentes partidários.

O uso do Centro de Treinamento da Procergs para reuniões políticas de integrantes e/ou aliados do governo Yeda iniciou no final de 2006, com a equipe de transição de governo.