Mostrando postagens com marcador RBS. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador RBS. Mostrar todas as postagens

Sábado, 23 de Agosto de 2008

Grupo de Armínio Fraga comprará 15% da RBS


O grupo RBS está negociando a venda de uma participação de 15% da holding RBS Comunicações para a gestora de fundos de participação Gávea Investimentos, do ex-presidente do Banco Central, Armínio Fraga, informa o jornal Valor Econômico. Fraga foi colega do atual vice-presidente executivo da RBS, Pedro Parente, no governo Fernando Henrique Cardoso. Parente, na época, era chefe da Casa Civil. Em nota oficial, a RBS informou que a operação deve ser concluída até 30 de setembro. Em 2007, diz a matéria do Valor, a RBS tele lucro líquido consolidado de R$ 96 milhões, ante os R$ 142 milhões no ano anterior, quando um terço do resultado foi obtido com a venda de ações da Net Serviços. A empresa está investindo R$ 70 milhões na construção de um novo parque gráfico em Porto Alegre, previsto para entrar em funcionamento no segundo semestre de 2009.

Sábado, 16 de Agosto de 2008

"Como se fossem os donos da rua"


“Como se fossem os donos da rua”. Esse é o título da matéria publicada neste sábado no jornal Zero Hora. Uma pauta recorrente do grupo RBS, sempre pronto a chamar atenção para o comportamento dos moradores de rua.

“Pedintes se apropriaram de esquinas da Avenida Ipiranga, onde moram e conseguem seu sustento abordando motoristas nas sinaleiras para pedir dinheiro, com freqüência de maneira agressiva”, destaca a reportagem.

Esses moradores de rua não tomam jeito mesmo. Quem estão pensando que são, querendo se adonar das ruas e prejudicando a paisagem da cidade? Por que eles não se colocam no seu lugar, seja ele qual for?

O que seria dos homens e mulheres de bem deste Estado se não houvesse a RBS para zelar por sua segurança...

Sexta-feira, 15 de Agosto de 2008

Grupo RBS quer comprar mais dois jornais, um em Rio Grande e outro em Criciúma


Do site Coletiva.Net: “O Grupo RBS está em tratativas adiantadas para adquirir o controle de dois diários, um na cidade de Rio Grande e outro em Criciúma (SC). Em Rio Grande, o grupo está interessado no jornal Agora, fundado em 20 de setembro de 1975 pelo jornalista Germano Toralles Leite e que é de propriedade das Organizações Risul Ltda.. Pelo menos três rodadas de negociação já foram realizadas entre as duas empresas.

Em Santa Catarina, onde o grupo já tem quatro diários (Diário Catarinense, Jornal de Santa Catarina, Hora e A Notícia), o alvo é o Jornal da Manhã. Diário em formato tablóide, circula em Criciúma desde agosto de 1983 e é considerado um dos mais importantes da região sul daquele Estado, com tiragem estimada de 7.200 exemplares".

Quarta-feira, 23 de Julho de 2008

RBS quer proibir utilização de seus textos, imagens e vídeos na campanha eleitoral

Mais uma restrição atinge a campanha eleitoral deste ano. A direção da RBS enviou nota à direção estadual do PT comunicando que está proibida a utilização de qualquer conteúdo dos veículos do grupo (textos, imagens, áudios, fotos) nos programas de propaganda eleitoral do partido. A RBS invoca a Lei n° 9.610/98, que trata de direitos autorais, para defender a proibição. O PT enviou nota em resposta sustentando que a proibição fere o direito à informação e que adotará as medidas legais cabíveis. Até a manhã desta quarta, diretórios estaduais de outros partidos como o PCdoB, PDT e PSB não tinham recebido a mesma nota. Com a proibição exigida pela RBS, os partidos não poderiam, usar, por exemplo, imagens e textos relacionados ao escândalo do Detran e divulgados em veículos do grupo.

Terça-feira, 8 de Julho de 2008

A privatização da CRT: o capítulo gaúcho da história dos negócios do banco Opportunity


A história dos negócios de Daniel Dantas e do banco Opportunity tem uma íntima relação com o processo de privatizações das telecomunicações no Brasil. E um capítulo especial ligado à política gaúcha. No dia 16 de dezembro de 1996, o consórcio Telefônica do Brasil (que tinha entre seus integrantes a RBS) ganhou a licitação para a privatização de 35% da Companhia Riograndense de Telecomunicações (CRT). O processo de privatização no Rio Grande do Sul foi comandado pelo então governador Antônio Britto (ex-funcionário da RBS e da Rede Globo). Segundo pesquisa realizada por Suzy dos Santos (do Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Culturas Contemporâneas da Faculdade de Comunicação da UFBa e Sérgio Capparelli (do Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Informação da Fabico/UFRGS), a RBS esteve presente em praticamente todos os momentos do processo de privatização das telecomunicações no país.

No dia 19 de junho de 1998, o controle acionário da CRT foi adquirido em leilão pela, agora, Telefônica do Brasil Holding, quando da venda dos 50,12% ainda restantes nas mãos do Estado. Na data da privatização da CRT, a composição acionária da Telefônica do Brasil era: Telefónica Internacional, 30%; RBS, 30%; e o restante das ações dividido entre a Portugal Telecom, 23%; a Iberdróla (empresa de energia espanhola), 7%; e o Banco Bilbao Vizcaya, 7%. A RBS sofreu uma pesada derrota neste processo. Segundo relata a pesquisa de Suzi dos Santos e Sérgio Capparelli, no mercado nacional existia um acordo informal entre a Rede Globo e a RBS que estabelecia lotes para a atuação dos grupos no setor de telecomunicações: a RBS se concentraria na região sul e a Globo no centro do país.

Nos limites desse acordo, na divisão do Sistema Telebrás em três empresas de telefonia fixa, uma de longa distância e oito de telefonia celular, interessava à RBS, a aquisição da Tele Centro Sul e à Globo, a Telesp, a Telesp Celular ou a Tele Sudeste Celular (Rio de Janeiro e Espírito Santo). O planos das duas empresas foi por água abaixo a partir da aquisição, pela holding Tele Brasil Sul, da Telesp, por R$ 5,78 bilhões contra os R$ 3,965 bilhões ofertados pelo consórcio formado pela Globopar, o Banco Bradesco e a Telecom Itália. O lance pela Telesp foi definido sem o conhecimento da RBS. Com a aquisição da Telesp, legalmente, a empresa ficou impossibilitada de concorrer ao leilão da Tele Centro-Sul, vencido pela Solpart Participações – Banco Opportunity, Telecom Itália e fundos de pensão.

Assim, em vez de solidificar a participação da RBS no mercado de comunicações da região Sul, a parceria com a Telefónica acabou sendo um tiro no pé do grupo: serviu de base para a entrada da operadora global no país e restringiu a expansão da RBS. O episódio estremeceu as relações entre as duas parceiras e abalou seriamente o planejamento da RBS. A empresa já tinha investido US$ 130 milhões na CRT, mas a possibilidade de compra das ações da Telefónica ou de algum outro participante da holding Tele Brasil Sul exigia a captação de mais recursos, condição prejudicada pela crise financeira internacional e a alta nos juros para títulos de dívidas. No plano político, Antônio Britto, após ser derrotado por Olívio Dutra nas eleições de 1998, acabou indo trabalhar para Daniel Dantas como consultor do Banco Opportunity, que passou a administrar parte do controle acionário da CRT.

Quinta-feira, 12 de Junho de 2008

Esse número não existe...


Muitas reclamações sobre a pesquisa interativa realizada agora à noite no programa Conversas Cruzadas (TV COM/RBS) sobre a ação da Brigada Militar hoje pela manhã. A pesquisa perguntava se a ação dos policiais foi correta ou exagerada. Muita gente ligou para a opção "exagerada", no número 3299-2362 e não conseguiu completar a chamada. Ora recebiam uma mensagem dizendo que o número não existia, ora a ligação não era completada. Eu mesmo tentei ligar por duas vezes, por volta das 23h40min, sem sucesso. No final, a interativa deu 84% a 16% a favor da ação da Brigada, com direito a entrevistas ao vivo realizadas com empresários na sede da Fiergs.

Quarta-feira, 23 de Abril de 2008

"Essa é a Yeda"


A governadora Yeda Crusius (PSDB) concedeu entrevista hoje à RBS TV, no Jornal do Almoço. Não tive oportunidade de assistir a aparição da governadora. Um leitor do RS Urgente viu e relata:

"Beirou ao surreal; foi hilário ver sua defesa quanto à "aquisição da casa própria". Ela disse que a CPI está "misturando" a sua vida pública com a sua vida privada. A entrevista foi um "bate-bola" entre ela e os empregados dos Sirotsky (entre eles o Paulo Santana). Eles levantavam a bola e a Yeda chutava... uma maravilha!

Perguntada sobre a turma do Detran, ligados a ela, saiu-se assim: "Santana, na tua rua, tem coisas certas e coisas erradas, o que fazes? Tentas consertar as ruins"... “Essa é a Yeda”, disse a governadora, repetindo o hábito de falar de si mesma na terceira pessoa. Mas falando de segurança, aí sim, ela se "desnudou" por completo: "EU" contratei 1.800 servidores... e não foi o Governo, são todos "seus" empregados...”

Sexta-feira, 11 de Abril de 2008

Desertos verdes: homens de governo ou empregados das empresas?


Althen Teixeira Filho, professor titular do Instituto de Biologia, da Universidade Federal de Pelotas (UFPEL), enviou a seguinte carta ao jornalista Lasier Martins, da RBS:

"Caro Senhor, ontem tive a oportunidade de assistir ao seu programa na TV-COM, o qual debatia o projeto denominado de "silvicultura". Inicialmente gostaria de elogiar a iniciativa, uma vez que entendo, assim como muitos, que este projeto realmente poderá modificar drasticamente o perfil do Rio Grande do Sul.

Cito o nosso estado como um todo, uma vez que esta denominação de "metade sul" não me parece adequada, mesmo por que aprendi, ainda no colégio, que as fronteiras gaúchas são outras. Também, se "metade sul" fosse, eu não sei se algum dos seus ilustres convidados representava esta região, ou este preconceito já avançou ao ponto de entender-nos débeis não só financeiramente, mas também mentalmente. Para que não paire dúvidas, a crítica que faço não tem qualquer lasca de pessoalidade.

Mas, entre muitos, no meu ponto de vista, dois fatos chamaram muito a atenção. Em primeiro lugar escutar HOMENS DE GOVERNO dialogando e argumentando como se empregados das empresas fossem!? Foi admirável verificar com que clareza, e com que falta de cuidado, um projeto de governo confunde-se com as intenções de uma empresa particular. Aliás, a atenção daqueles senhores com as informações repassadas também foi vexatória e várias delas formalizam-se como mera propaganda gratuita para as empresas de celulose. Por exemplo, não é verdadeiro que as denominadas audiências públicas referendaram o projeto da "silvicultura". Estive presente em todas aqui em Pelotas e não foi isto que aconteceu, assim como em outras cidades.

Por outro lado, o caráter excessivamente técnico do debate em alguns momentos não espelhou a realidade do que se passa "in loco", como se as empresas respeitassem as leis, desde constitucionais às infraconstitucionais.

Para que o Senhor saiba, e como exemplo, o EIA-RIMA da VCP não passa de burla científica, materializando-se num amontoado de informações contraditórias, elaborado para impressionar tão somente pela dimensão final. Aliás, toda a documentação que corrobora estas afirmações já foi entregue na RBS-TV Pelotas e aguardo, ainda aguardo, que isto possa ter interesse jornalístico, mas não só aquilo que favorece às empresas. Para que também não paire dúvida, não acho errado, muito pelo contrário, que esta ou aquela pessoa ou emissora defenda uma posição ou opinião, mas tem obrigação de declarar este fato sem titubeios aos informados.

Por fim, mesmo com todos os milhões gastos em propaganda, ao final do programa foi possível verificar que as intenções das papeleiras não estão conseguindo "frutificar" na dita "metade sul" e os gaúchos mostraram que estão críticos e contrários aos oceânicos eucaliptais, que causam desemprego, subdesenvolvimento, miséria, destruição da terra, entre outros. Cordialmente e ao seu dispor".

Sábado, 5 de Abril de 2008

A arte de desconstruir um governo e de construir uma ilusão

ZH não produziu uma só manchete claramente questionadora de alguma política do Governo Yeda ao longo de três meses. Zero de crítica. Para o jornal, a administração Yeda ronda a perfeição, pouco importando que no mundo real arraste-se com um desempenho constrangedor. Já o Governo Lula padece nas manchetes de ZH, embora no mundo real obtenha a aprovação da grande maioria da população e a imagem do presidente seja ótima de acordo com todas as pesquisas de opinião.

Ayrton Centeno



Expostas nas bancas e nas sinaleiras, apregoadas pela publicidade em cartazes, rádio e TV, percebidas mesmo pelos mais desatentos, as manchetes de capa são o hall, o espaço mais visitado dos jornais. Mesmo quando apenas vislumbrado, captado num relance, pode-se dizer que seu enunciado se aloja, de algum modo, na mente de leitores e de não-leitores. Por conta desta alta visibilidade, sem a pretensão de ciência que não posso ter, resolvi anotar e catalogar as manchetes de Zero Hora do último trimestre.

Sabe-se que, no jornal, a criação de manchetes de capa observa, num processo de defesa e ataque, alguns padrões de conteúdo. A barragem de fogo político e ideológico destina-se, quase sempre, ao Governo Lula. Sob o ataque das letras graúdas também costumam estar a base parlamentar do governo federal, os movimentos sociais, as propostas de superação da desigualdade, o Estado brasileiro, o próprio Brasil como um país fragilizado, indigno de confiança, os aliados do Governo Lula na América Latina, notadamente Hugo Chávez, Evo Morales, Fidel Castro, Rafael Correa. Aqui, tenta-se desconstruir o Brasil, Lula, seu governo, seus aliados, suas relações internacionais e seus projetos.


O afago benevolente vai para o Governo Yeda Crusius, o agronegócio, as papeleiras, o mercado e o Rio Grande. Aqui, ao inverso, a idéia é de construir o Grande Rio Grande mítico e empreendedor, cavalgando as propostas com o timbre do Piratini ou os planos de indústrias de se instalarem no Estado, muitas vezes montado apenas em intenções. Aqui, constrói-se uma quimera.

Alguém poderá dizer que não seria necessário dar-se a este trabalho já que a realidade nos informa disto suficientemente. Não deixará de ter certa razão. Mas custa apenas alguns minutos diários e uma dose de omeprazol para proteger as paredes do estômago. Além do mais, é bom escarafunchar estes escaninhos, saciar a curiosidade e perceber como se traduz em números e percentuais esta engrenagem de demolição e edificação de pessoas, partidos e poderes.

Provavelmente embalado pelo ócio de final de ano, comecei a registrar as capas sirostskianas no apagar das luzes de 2007, separando as manchetes em categorias. De pronto, descartei as vinculadas às investidas institucionais da RBS. No período, muitas capas de ZH foram dedicadas a si própria, ou seja, à agenda que implementou com sua campanha de trânsito. Neste movimento, os acidentes, as medidas das autoridades, as cifras de feridos e mortos são apropriados pela campanha e noticiados sob o logo e o slogan correspondentes. Coloquei de lado também àquelas que chamei de neutras. Somadas, as manchetes institucionais, auto-referenciadas, e as neutras são maioria absoluta no trimestre. São neutras - pelo menos dentro do proposto embora, de fato, nunca sejam neutras - geralmente as manchetes relacionadas às festas (Carnaval, Navegantes, Natal, Ano Novo), tragédias, meteorologia, ciência, polícia, esporte, etc.

Feita esta depuração e ajustando o foco apenas nas manchetes políticas, ou seja, aquelas que usam um determinado viés para gritar algo associado às disputas de poder na sociedade e que flagram como o veículo se posiciona diante destas mesmas disputas não obstante invoque o véu da imparcialidade, constata-se que 30,2% delas exploraram fatos negativos para o Governo Lula/PT/Aliados/Brasil, ao passo que somente 7,5% trataram de fatos positivos.

E, de inhapa, 7,5% das manchetes ainda abordaram negativamente fatos relacionados aos aliados latino-americanos do Governo Lula. Esta é a mão que apedreja. Em contrapartida, a mão que afaga acariciou o Governo Yeda/Aliados/Rio Grande com 40% das manchetes positivas e somente 12,5% das negativas.

Como as principais forças que comandam os dois governos são antagônicas, pode-se dizer que ZH prestou um serviço ao governo estadual e aos seus aliados, seja ao enfocar seus temas favoravelmente, seja ao enfocar desfavoravelmente seus adversários, ao publicar praticamente 80% de suas manchetes políticas. Desfavoreceu o Governo Yeda e seus aliados em 20% de suas manchetes.

O mais extravagante de tudo é que, excluídas as manchetes referentes às atribulações do pessoal do aprisco da governadora na CPI do Detran, ZH não produziu uma só manchete claramente questionadora de alguma política do Governo Yeda ao longo de três meses. Zero de crítica. De modo que, na avaliação do jornal, a administração Yeda ronda a perfeição, pouco importando que no mundo real arraste-se com um desempenho constrangedor. De outra parte, o Governo Lula padece nas manchetes de ZH embora no mundo real obtenha a aprovação da grande maioria da população e a imagem do presidente seja ótima de acordo com todas as pesquisas de opinião.

Este desligamento da realidade exterior a que Zero Hora se entrega – de resto, ao lado do PIG – desnuda um desejo de viver na fantasia autoproduzida. Um desejo legítimo, embora bizarro, se suas consequências se restringissem à pessoa física do dono do diário. O que parece anti-jornalístico e anti-democrático é usar um jornal - que pratica o marketing da pluralidade e da “vida por todos os lados” - para favorecer a visão de um lado só. Para, no limite, apresentar aos outros ficção como se fossem fatos. E fatos como se fossem ficção.

Sexta-feira, 4 de Abril de 2008

Uma voz cristã e democrática

Capa do jornal Zero Hora, no dia 6 de maio de 1964, pouco mais de um mês após o golpe militar que derrubou o governo João Goulart. (Fonte: 50anosnonosso, Dialógico)

Quarta-feira, 2 de Abril de 2008

Em defesa dos homens de bem


Marcelo Duarte publicou na Vieja Bruja mais um registro histórico das relações entre a RBS e a ditadura militar. No dia 8 de maio de 1964, o jornal Zero Hora afirmou em editorial:

"Na hora presente, a comemoração do fim da segunda grande guerra mundial tem, pois um expressivo significado para o Brasil, que acaba de enfrentar, também vitoriosamente, uma outra batalha: a de impedir que os comunistas se apoderassem do poder, transformando o nosso país numa nova Cuba, com o sepultamento do regime democrático e das nossas tradições de povo religioso e livre (...) REJUBILEMO-NOS, pois, com o duplo significado que tem para nós brasileiros, a comemoração do aniversário da vitória dos países aliados na segunda grande guerra" (Os grifos são de Marcelo).

Além disso, vale a pena ler o que La Vieja escreve sobre o debate promovido pela RBS hoje sobre o "constrangimento" causado pelos moradores de rua aos homens e mulheres de bem. O reacionarismo e a hipocrisia dessa gente não tem limite mesmo.

Terça-feira, 1 de Abril de 2008

A mídia e o golpe de 64. A voz da RBS


Vejamos agora como a RBS recebeu a ditadura militar que derrubou a democracia no Brasil. Como se sabe, o jornal Zero Hora ocupou o lugar da Última Hora, fechado pela ditadura por apoiar Jango. Três dias depois da publicação do famigerado Ato Institucional n° 5 (13 de dezembro de 1968), ZH publicou matéria sobre o assunto afirmando que “o governo federal vem recebendo a solidariedade e o apoio dos diversos setores da vida nacional”.
No dia 1° de setembro de 1969, o jornal publica um editorial intitulado “A preservação dos ideais”, exaltando a “autoridade e a irreversibilidade da Revolução”. A última frase editorial fala por si: “Os interesses nacionais devem ser preservados a qualquer preço e acima de tudo”. Interesses de quem, cara-pálida? Dos donos da RBS, como se viu...

A expansão da empresa se consolidou em 1970, quando foi criada a sigla RBS, de Rede Brasil Sul, inspirada nas três letras das gigantes estrangeiras de comunicação CBS, NBC e ABC. A partir das boas relações estabelecidas com os governos da ditadura militar e da ação articulada com a Rede Globo, a RBS foi conseguindo novas concessões e diversificando seus negócios. Do alto de seu pequeno império, hoje o grupo midiático esconde essa página vergonhosa de sua história.