O blog Nova Corja divulga a mais recente produção cinematográfica da província de São Pedro, baseada em fatos verídicos. A direção e produção são de Cici Marrão:
Sexta-feira, 15 de Agosto de 2008
Aliens invadem os gaúchos!
Quinta-feira, 14 de Agosto de 2008
Lei 12.980/2008 trata do controle do enriquecimento ilícito na administração pública

A lei considera como sinais de enriquecimento ilícito, a posse, a propriedade de bens ou despesas que revelem gastos incompatíveis com o patrimônio e a remuneração do agente público. Ela determina que o Tribunal de Contas do Estado (TCE) exerça o controle da variação patrimonial e de sinais de enriquecimento ilícito de agente público, sem prejuízo dos demais órgãos, como corregedorias e sistemas de controle interno estadual. Além disso, estabelece que a inspeção do TCE em relação aos sinais de enriquecimento ilícito poderá compreender o patrimônio de dependentes do agente público.
Segundo Villaverde, a lei procura sistematizar a legislação existente em níveis nacional e estadual construindo uma lei com mais rigor e controle. A lei define, por exemplo, como sinais aparentes de enriquecimento ilícito a posse de bens ou despesas que revelem gastos incompatíveis com os vencimentos do agente público e com o patrimônio comprovadamente já adquirido. Cita como bens representativos de sinais aparentes de enriquecimento ilícito, iates, aeronaves, animais de raça, automóveis, imóveis e outros que demandem gastos para sua utilização, guarda e manutenção.
A legislação define como agente público estadual “todo aquele que exerce, ainda que transitoriamente ou sem remuneração, por eleição, nomeação, designação, contratação ou qualquer outra forma de investidura ou vínculo, mandato, cargo, emprego ou função nas entidades da administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes do Estado”.
O informe fajuto do BIRD

Em recente entrevista, a Vice-Presidente para a América Latina do BIRD e do Grupo Banco Mundial declarou que não utiliza os dados do relatório "Doing Business" (Fazendo Negócios), que o BIRD publica anualmente, na hora de analisar os projetos dos países que solicitam empréstimos: "Não, não usamos. Nós levamos em conta outros dados", respondeu, rindo, Pamela Fox.
Sobre a utilidade deste informe, a poderosa executiva disse que ele é falho, mas útil, pois tem contribuído para pressionar os governos a levarem adiante as reformas propugnadas pelo banco: "Na América Latina ele tem servido para os governos pressionarem os Congressos a aprovarem reformas, segundo me disse certa vez um alto funcionário de um grande país da região. "A gente vai lá com o ranking e diz: vejam como estamos mal, comparados com a China", disse-me ele".
No último ranking do "Doing Business", publicado para orientar investidores estrangeiros na escolha dos melhores países para investir, o Brasil figura na 122ª posição entre os 178 países analisados e, mesmo assim, vem recebendo uma enxurrada de dólares. Perguntada sobre este aparente paradoxo a executiva respondeu: "O informe pode sinalizar algo em termos de mudanças em regulamentações. Mas os grandes investidores têm os seus próprios meios de aferição e avaliação".
Esta entrevista foi concedida em decorrência da apresentação de estudo realizado por alta funcionária do BIRD que declarou que "o banco não tem uma forma comparativa de celebrar as melhorias em importantes resultados do desenvolvimento" e que a pesquisa no Brasil não é ampla e abrangente, pois o banco depende de informantes voluntários (que se dispõem a preencher os formulários somente para angariar prestígio pessoal) e que, no caso específico do Brasil, são apenas dois, ambos de São Paulo.
Ou seja, o festejado informe do BIRD é fajuto como uma nota de três reais e quem acreditou que o banco ensinava o caminho das pedras para ganhar dinheiro descobriu que ele só serve de oráculo para os trouxas. Enquanto isto, aqui pelos pagos, as vivandeiras gaúchas estão exultantes, pois, enfim, o contrato será assinado e, talvez, reste algumas migalhas com as quais tentarão salvar as suas decadentes pretensas carreiras de analistas políticos.
É sempre bom lembrar que este contrato só será assinado devido às diversas acrobacias realizadas pelo governo gaúcho, entre as quais, a obtenção da declaração de sigilo pelo STF das fls. 108 a 194, da AC/2026(sigiloso), e o lacre de documentos no Senado Federal (Res. 21/2008). Ao que tudo indica, nós também teremos empresas de consultorias acompanhando a execução das metas anuais que deverão ser assumidas pelos secretários de estado e servidores até o nível de superintendência, como vem ocorrendo no Estado de Minas Gerais, que, aliás, já contraiu com o BIRD empréstimos, sem contrapartidas, no valor de US$1,17 bi.
Segunda-feira, 11 de Agosto de 2008
Os kikitos da política gaúcha

Melhor direção: José Otávio Germano, por "Bons Companheiros"
Melhor roteiro: Lair Ferst, por "Máquina Mortífera"
Melhor ator: João Luiz Vargas, por "Prova de amizade"
Melhor ator coadjuvante: César Buzatto, por "Eu faço com tesão"
Prêmio do Júri: Coronel Mendes, por "Tropa de Elite"
Melhor figurino: Yeda Crusius, em "A pantalha irada"
Menção honrosa: Flávio Vaz Netto, por "Não gostei do camburão"
Ficção: "Novo jeito de governar"
Melhor filme latino: "O senhor tem conta no Uruguai?", por Paulo Azeredo.
Edição de Som: Paulo Afonso Feijó, por "A conversação"
Efeitos especiais: "O gabinete da crise"
Filme de terror: "A casa do espanto"
Dois prêmios permanecem em aberto para votação do público: Júri Popular e Prêmio da Crítica.
Jornalista publica denúncia sobre novos desvios em órgãos públicos do RS

“Quando o ex-deputado estadual Cézar Busatto (ex-MR8, ex-PMDB e agora no PPS) foi gravado pelo vice-governador Paulo Feijó (do DEM) falando que estatais servem para financiar (arrecadar dinheiro) partidos políticos, como o PMDB e o PP, sabia muito bem o que estava afirmando. Recentemente foi noticiado nos meios de comunicação que o PP retirou queixas-crime contra ele por suas afirmações ‘caluniosas’. O PP (partido de Maluf, do Antônio Dorneu Maciel) e mesmo o deputado José Otávio Germano (a bola da vez) não são otários. Eles sabem que é melhor ficar por isso mesmo...Se o Busatto contasse tudo o que sabe, a coisa ficaria muito feia...O PMDB, que também entrou com uma queixa-crime contra ele, vai ‘desistir’ rapidinho dessa interpelação...sabem que pode sobrar para eles”.
Beatriz Fagundes informa que decidiu omitir nomes surpreendentes de acusados pelo informante, mas publica algumas das irregularidades denunciadas:
“Segundo o informante, a ONG Brisa vem atuando desde o governo Britto, e merece investigação. Ela atua na CEEE, no Daer e no Ipgers. A propósito da Procergs, estaria em andamento uma licitação que decidirá quem será o responsável pelo desenvolvimento (terceirizado) de 20 mil postos pelos próximos cinco anos. Apenas uma empresa gaúcha foi habilitada na apresentação das propostas. Há suspeita de ‘cartas marcadas’. Dúvidas quanto à lisura do processo”.
A Assembléia Legislativa, escreve ainda a colunista, “deveria pedir informações sobre essas e outras questões, que são de conhecimento dos deputados (alguns citados pelo denunciante), antes que fatos como os do Detran surjam como surpresa. Aparentemente, os operadores são os mesmos, entre eles, o já suspeitíssimo Lair Ferst”. “As acusações”, conclui, “reavivam as denúncias graves supostamente feitas pelo deputado Cézar Busatto, que caíram no grande vazio das biografias comprometidas”.
Quarta-feira, 6 de Agosto de 2008
Terça-feira, 22 de Julho de 2008
Governo Yeda não oferece muita esperança para futuro do Estado, diz economista

Foto: Jefferson Bernardes/Palácio Piratini
Segunda-feira, 21 de Julho de 2008
Pedida a intervenção federal no Estado do RS

Sábado, 5 de Julho de 2008
Sigilo na aprovação do empréstimo do Banco Mundial para o Rio Grande do Sul

"Ganha uma garrafa de água do aqüífero Guarani quem publicar o texto do documento que o Supremo Tribunal Federal encaminhou para o Senado Federal em caráter sigiloso e que, após ter sido dado conhecimento à Senadora Ideli Salvatti, relatora da matéria, foi anexado ao processo em envelope contendo cópia do OF. SF Nº 797/2008 e anexos, que foi lacrado e rubricado pelo Presidente da Comissão, Senador Aloizio Mercadante.
Porquê dois Poderes da República tiveram que trocar documentos sigilosos para que a Comissão de Assuntos Econômicos do Senado Federal aprovasse o empréstimo do Banco Mundial para o Rio Grande do Sul? Porquê um contrato que os gaúchos terão que honrar pelos próximos trinta anos necessita ter como base em documento sigiloso? Este mistério não é um forte indício de que o contrato com o Banco Mundial, que está sendo vendido como a redenção das nossas finanças públicas, será recheado de malignidades?
Esta resolução dispõe que os gaúchos, além de abrirem as porteiras para o Banco Mundial monitorar todo o seu orçamento e ditar as políticas públicas, pagarão: a) juros: calculados sobre o saldo devedor periódico do empréstimo a uma taxa composta pela Libor mensal para dólar norte-americano, acrescida de margem fixa a ser determinada pelo Bird a cada exercício fiscal; b) comissão Bird pelo swap de taxa de juros: referentes ao custo operacional de realização do swap da Libor de seis meses, utilizada para o funding do Bird, e a Libor mensal; c) custo base do ajuste do swap da taxa de juros: variável conforme precificação do mercado de swap; e d) comissão à vista: 0,25% (vinte e cinco centésimos por cento) sobre o valor do empréstimo (só esta comissão custará US$2.750.000,00).
A propósito, é preciso lembrar que em dez/2007 o Senado Federal aprovou a resolução que autoriza a celebração de aditivos com o Banco Mundial com vista a alteração da modalidade de empréstimo quando é permitido o pagamento de comissão de transação e de, pasmem, custos eventualmente incorridos pelo Bird na realização das operações. Assim, a resolução do Senado Federal que aprovou o empréstimo para o RGS deixa a critério do Banco Mundial quanto e quando ele vai ganhar uma grana extra nas costas dos gaúchos, pois basta que ele decida fazer um aditivo para que incidam comissão e outros custos que ele declarar incorridos.
Mas tem mais. E bota mais nisto. O empréstimo será denominado em dólares, e conseqüentemente, além de todos estes custos, nós também suportaremos o custo da certa desvalorização do Real para a qual os nossos governantes não fizeram o corriqueiro contrato de hedge, apesar de patrocinar o hedge do Banco Mundial. Assim, por exemplo, quando o Real retornar ao patamar de US$1,00 = R$2,00, nós teremos um acréscimo de R$440.000.000,00 no valor do empréstimo. Ainda tem mais, muito mais. Como a contrapartida do empréstimo é o ajuste fiscal, o Estado terá que arcar com os custos das assessorias técnicas e das consultorias que farão o monitoramento das contas públicas. Desta maneira, o Banco Mundial além de alavancar o valor do empréstimo em aproximadamente dez vezes faturará mais uma belíssima grana.
Todos estes custos são o barato do empréstimo. Pelo visto, devemos nos preparar para amamentar e embalar mais um "Bebê de Rosemary".
Quinta-feira, 26 de Junho de 2008
Sirvam nossas façanhas de modelo a toda terra
O retrocesso político no Rio Grande do Sul começa a virar tema de interesse nacional e internacional. Flávio Aguiar escreve, de Berlim, anunciando que já está sendo organizado, na Alemanha, um movimento de apoio ao MST e aos movimentos sociais contra a tentativa de criminalização patrocinada pelo Ministério Público gaúcho.
Quinta-feira, 19 de Junho de 2008
A praça sem freio de mão
Palestina do Espetáculo convida para o ato desta quinta, às 11 horas, na Praça da Matriz, em frente ao Palácio Piratini:"Hoje é dia de ir para a praça. E levar a sério esse direito pelo qual tantos morreram e foram torturados, que é o de ir e vir, de ter o direito de criticar e se reunir. O direito de ser baderneiro, que baderna, vejam bem, não é tipificada. E de dar nome e objeto ao que tem nome e objeto, por mais difícil que seja fazê-lo com palavras...
Um horror está assolando o Rio Grande do Sul. É horroroso e nefasto. E nada menos.
Horror tantos filistinos com poder. Filistinos do seu próprio povo. Filistinos que pretendem, numa república, controlar os passos que servidores públicos podem dar nas ruas e calçadas, como fez a secretária, vejam só, de educação.
Quarta-feira, 9 de Abril de 2008
Lá no Sertão....

(Enquanto isso, em Porto Alegre....) Estava lá na capa, a foto da execução. Mais do que o risco de morte da amiga, que causa aquele desabrigo estomacal, está, é claro, a surra da realidade. O desabrigo que a realidade impõe, sob o mundo invertido. A morte de um homem, o tiro no outro e um jovem armado, “em nossa direção”. Lá no sertão se tornou a frase invasora. Sem água, sem lei, sem respeito.
(Pausa para ir atrás de água....) Está acontecendo uma investigação no parlamento estadual gaúcho, sobre uma fraude inédita e histórica no estado. Uma gente que disputa o poder para saquear o estado, não para prestar serviços ou para assegurar direitos e promover o desenvolvimento. Saquear, promover-se, espetacularizar, sujar ou deixar que se suje, mentir; até que uma execução cale o fígado e desorganize o estômago dos que ainda o têm.
E isso não é estranho. Estranho, mesmo, é acordar e pensar que lá no sertão é diferente, assim, sob o engano a respeito de onde se está. Clique AQUI para ler mais.
