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Quinta-feira, 4 de Setembro de 2008

Cresce na Europa número de países que decidiram proibir cultivos transgênicos


Está crescendo na Europa o movimento contra os transgênicos, já proibidos em vários países. França, Hungria e Polônia, principais produtores europeus de cereais, proibiram o cultivo de milho transgênico em seus territórios e a Alemanha está no caminho de fazer o mesmo. Na Espanha e em Portugal, dois redutos da produção de milho transgênico, também está aumentando o questionamento sobre benefícios do cultivo.

As pressões da presidência da Comissão Européia não conseguiram dar um impulso nos transgênicos. Apesar do poder do órgão executivo do bloco, os países da União Européia vão gradualmente desistindo destes cultivos. Isto se deve em grande parte às dificuldades para convencer os agricultores europeus deste modelo impulsionado por grandes multinacionais da indústria agroalimentar, mas também pelos crescentes protestos da sociedade civil. Enquanto isso, aqui no Brasil, o lobby das grandes empresas transnacionais de sementes segue conseguindo liberar o plantio de variedades transgênicas sem estudos prévios de impacto ambiental. Clique AQUI para ler mais.

Domingo, 24 de Agosto de 2008

CTNBio libera plantio de algodão transgênico


A Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) aprovou, quinta-feira (21), em Brasília, o plantio comercial em solo brasileiro de uma variedade de algodão transgênico conhecida como Liberty Link, que foi desenvolvida e é produzida pela transnacional do setor de biotecnologia Bayer CropScience. Com essa, já são seis as liberações de variedades transgênicas para plantio (três de milho, duas de algodão e uma de soja) concedidas pela CTNBio, ritmo intensificado desde que o quorum para aprovações na comissão foi reduzido de dois terços para maioria simples no ano passado. Pelo menos outros oito pedidos de liberação de variedades trasngênicas já estão na pauta de votações da CTNBio, e tudo indica que serão aprovadas.

Além da Bayer, já se beneficiaram ou podem se beneficiar com as decisões da comissão empresas transnacionais como a Monsanto, a Syngenta e a DuPont, entre outras. A votação que liberou o algodão Liberty Link mostra a correlação de forças na CTNBio: dezoito votos favoráveis, três votos contrários e duas abstenções. Os representantes do Ministério do Meio Ambiente (MMA), Paulo Kageyama, do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), Leonardo Melgarejo, e o especialista ambiental Paulo Brack apresentaram pareceres contrários e votaram contra a aprovação do algodão transgênico da Bayer. Durante sua intervenção, Kageyama, que é geneticista e professor da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), afirmou que o algodão transgênico Liberty Link é uma grande ameaça a espécies e variedades silvestres em todos os seis biomas brasileiros. Clique AQUI para ler mais.

Quarta-feira, 23 de Julho de 2008

Quer ter menos produção? Use transgênicos!


Silvia Ribeiro escreve: O argumento dos defensores dos transgênicos sustenta que eles são necessários - apesar dos múltiplos impactos culturais, ambientais e para a saúde que implicam - porque aumentariam a produção agrícola. Um argumento que, diante da crise alimentar, tem sido acolhido por muitos outros governos e instituições. Contudo, essa afirmação é falsa.

Em abril de 2008, a Universidade do Kansas publicou um estudo que demonstra, após analisar a produção do setor cerealista dos Estados Unidos durante os últimos três anos, que a produtividade dos cultivos transgênicos (soja, milho, algodão e canola) foi menor do que na época anterior à introdução de transgênicos. A soja apresenta uma diminuição de rendimento de até 10%. A produtividade do milho transgênico foi menor em vários anos e em outros igual ou imperceptivelmente maior, dando um resultado total negativo quando comparado às variedades convencionais. Também mostram menor rendimento a canola e o algodão transgênicos, segundo dados levantados em períodos de vários anos. (E em todos os casos as sementes são mais caras que as convencionais, ou seja que a margem de lucro dos agricultores também é menor). Clique AQUI para ler mais.

Domingo, 20 de Julho de 2008

Transgênicos em debate


A Cooperativa de Produtores Ecológicos de Porto Alegre (Arcoiris) e a Cooperativa Central dos Assentamentos do Rio Grande do Sul (Coceargs) promovem um debate na próxima sexta-feira (25) sobre o livro “Transgênicos: as sementes do mal. A silenciosa contaminação de solos e alimentos” de autoria e organização de Antônio I. Andrioli (Doutor em Ciências Econômicas e Sociais pela Universidade de Osnabrück, Alemanha, professor do Mestrado em Educação da Unijuí e professor convidado da Universidade Johannes-Kepler de Linz, Áustria). O debate inicia às 17 horas, no Colégio de Aplicação (Campus do Vale da Universidade Federal do Rio Grande do Sul).

No sábado, a partir das 9h, haverá uma sessão de autógrafos do livro na Feira dos Orgânicos de Porto Alegre (Feira Ecológica do Bom Fim), ao lado da banca de livros (n° 62), na segunda quadra da avenida José Bonifácio.

Terça-feira, 3 de Junho de 2008

Livro debate contaminação transgênica


Será lançado nesta quarta-feira (4), em Ijuí, o livro Transgênicos: as sementes do mal. A silenciosa contaminação de solos e alimentos (Editora Expressão Popular), de Antônio Inácio Andrioli e Richard Fuchs (organizadores). Mestre em Educação nas Ciências pela Unijuí, Andrioli é doutor em Ciências Econômicas Sociais pela Universidade Osnabrück (Alemanha), com uma tese sobre soja transgênica e orgânica no Brasil. Fuchs é especialista em novas tecnologias, especialmente nas áreas de alimentação, biomedicina, transplante de órgãos e transgênicos.

O lançamento, em Ijuí, ocorrerá às 17h45min, na Unijuí, Campus Santa Rosa (sala B105). Na sexta-feira, o livro será lançado em São Paulo, às 10h, no Instituto Rosa Luxemburgo.

Lançado originalmente na Alemanha, o livro atualiza um tema que despertou um caloroso debate na Europa: deve a transgenia eliminar da mesa e das lavouras as plantas e os alimentos tradicionais? Os Estados Unidos, o Canadá, a Argentina e, mais recentemente, o Brasil transformaram-se grandes produtores de transgênicos e são hoje laboratórios a céu aberto de uma experiência conduzida, muitas vezes, sem os devidos estudos de impacto ambiental, social e econômico. Algumas das questões debatidas no livro de Andrioli e Fuchs:

- A morte não esclarecida de 70 vacas leiteiras após terem sido tratadas por um longo período com milho trangênico.
- O quanto é confiável a pesquisa encomendada a biólogos moleculares?
- A influência de lobistas sobre a liberação de plantas transgênicas realizada em Bruxelas e Berlim?- Uso de sementes transgênicas não rotulada em programas de combate à fome.
- A eliminação de pequenos agricultores nos EUA e a crescente resistência aos transgênicos.
- Monsanto: 75 advogados e um orçamento de 10 milhões de dólares contra os agricultores
- Substâncias alérgicas na soja- Alimentos transgênicos e seus efeitos.

Terça-feira, 15 de Abril de 2008

Monsanto cria ONG para defender hormônio transgênico do leite


Saiu na Agência Chasque: Matéria do jornal The New York Times denuncia que a transnacional de sementes Monsanto ajudou a criar uma organização não-governamental para pedir a anulação da rotulagem do leite produzido por vacas que tomaram o hormônio de crescimento transgênico. De acordo com a reportagem, a Afact, que significa Agricultores Americanos para o Avanço e Conservação da Tecnologia, se autodenomina uma entidade de base criada para defender o direito dos pecuaristas em utilizar hormônio transgênico.

No entanto, o grupo foi organizado pela própria Monsanto e por um consultor de Colorado que tem a transnacional na sua lista de clientes. O motivo da criação da ONG, diz o jornal, se deve à rejeição da população dos Estados Unidos ao leite que contenha hormônios artificiais. O hormônio deste tipo mais vendido naquele país é o Posilac, de propriedade da Monsanto.